Acompanhe diversas dicas sobre saúde aqui!

NOSSO BLOG

iStock-185220360-e1507583545610-1200x558.jpg

O envelhecimento é uma das principais causas da deficiência auditiva. Com o passar dos anos, há uma degeneração natural das estruturas responsáveis pela audição, levando muitas pessoas a apresentarem, gradualmente, algum nível de perda auditiva.

Na maioria dos casos, os idosos demoram muito – em média 7 anos – para perceber que estão com alguma deficiência em sua audição. Além disso, custam a procurar um médico. Como consequência, essa perda provoca uma série de prejuízos para o seu dia-a-dia.

O uso do aparelho auditivo, portanto, é fundamental para aumentar a qualidade de vida dos idosos. Entenda, a seguir, a importância do seu uso.

Benefícios do aparelho auditivo

O uso do aparelho auditivo traz inúmeros benefícios para os idosos, melhorando seu convívio social, seu lazer e suas atividades de rotina. Trouxemos alguns de seus principais benefícios. Confira

Melhoria na comunicação

O ouvido que não escuta direito passa a não mandar as mensagens corretamente para o sistema nervoso. Assim, além de não escutar bem, o idoso passa a ter dificuldades para entender corretamente as palavras, o que atrapalha a sua comunicação com as pessoas a sua volta.

Portanto, um dos benefícios mais importantes da utilização do aparelho auditivo é a melhoria da capacidade de comunicação do usuário. Utilizando o aparelho, o idoso passa a não precisar mais ficar pedindo a seus amigos e familiares para repetirem o que disseram. O diálogo se torna muito mais fluido e agradável.

Melhoria na percepção sonora

Outro benefício da utilização do aparelho auditivo é a melhoria da percepção sonora dos idosos. Facilita não apenas a localização da fonte sonora, ou seja, a identificação da direção de onde está vindo o barulho, como também o entendimento da fala, ainda que na presença de outros ruídos.

Em consequência, o idoso consegue se orientar melhor através dos sons, o que aumenta a sua sensação de segurança – principalmente em locais públicos, já que passa a ser capaz de perceber mais facilmente a aproximação de um carro, por exemplo.

O uso do aparelho auditivo também aumenta significativamente o bem-estar e a qualidade do lazer do idoso. Possibilita que ele consiga se comunicar melhor em ambientes mais barulhentos, como uma mesa de restaurante. Permite ouvir com mais clareza uma música; lhe devolve até mesmo a capacidade de escutar sons comuns do dia-a-dia – como o canto dos pássaros – que, com o avançar da idade, não conseguia mais escutar.

Melhoria na interação familiar

É muito comum que o idoso que não consegue compreender bem o que as outras pessoas falam passe a evitar o diálogo, visto que já sabe que não vai conseguir se comunicar adequadamente.

Por conta disso, muitos passam a se afastar do convívio com seus amigos e familiares, o que pode causar isolamento, depressão e até mesmo outros problemas psicológicos e sociais.

Como o aparelho auditivo melhora a sua capacidade de comunicação, o idoso volta a interagir e a conviver com as outras pessoas. Volta a participar de atividades de grupo e a utilizar o telefone, o que aumenta sua qualidade de vida e sua socialização.

Melhoria da capacidade cognitiva

Idosos que apresentam um grau mais elevado de deficiência auditiva geralmente têm maior risco de desenvolver problemas cognitivos. Nesse cenário, o uso do aparelho auditivo reduz a chance da instalação de dificuldades cognitivas como demência e doença de Alzheimer, entre outras.

Além dos benefícios já citados, o uso do aparelho auditivo traz ainda vantagens adicionais, como o aumento da expectativa de vida e da independência do idoso. Promove também uma melhora da sua concentração e o aumento de seu bem-estar físico.

Viu só como o uso do aparelho auditivo pode aumentar consideravelmente a qualidade de vida dos idosos? Você está precisando deste dispositivo ou tem algum familiar que necessita utilizá-lo? Dê o primeiro passo. Agende uma triagem – o Instituto Otovida possui atendimento com uma abordagem integrada de profissionais nas áreas de fonoaudiologia, psicologia, serviço social e médicos otorrinolaringologistas e oferece os melhores tratamentos e resultados.


infant-deaf-1.png

A surdez congênita é um tipo de surdez caracterizada por estar presente desde o nascimento, podendo ser de origem genética ou outros fatores como doenças da mãe na gravidez (como rubéola, sarampo, varicela, diabetes e alcoolismo), uso inadequado de medicamentos, complicações de parto (nascimento prematuro, falta de oxigênio) ou infecções.

O Instituto Britânico de Pesquisas Auditivas registra que quatro em cada 1000 crianças sofrem desse tipo de surdez. Ela pode surgir como um sintoma inicial ou tardio de mais de 400 síndromes, sendo mais de 50% dos casos de origem genética, com herança autossômica recessiva (dois genes com defeito, um do pai e outro da mãe) ou dominante, ligada ao cromossomo X ou mutações no DNA mitocondrial.

Para diagnosticar a deficiência e saber a origem das alterações genéticas, o LIG Diagnósticos Especializados oferece a análise dos genes COCH, GJB2, GJB2 (Conexina26), GJB3, GJB6, MYH9, OTOF, POU3F4, SIX1, TMPRSS3, WFS1, além dos painéis 123, 124, 125 e 126, e se há mutação A1555G em DNA Mitocondrial.

As técnicas mais utilizadas são de Sequenciamento e Microarray, sendo possível cobrir 310 mutações pontuais nos principais 31 genes associados à surdez congênita sindrômica e não-sindrômica.

O aconselhamento e os resultados ajudam na intervenção médica precoce, principalmente na fase pré-lingual da criança (quando a surdez ocorre antes da aquisição da linguagem oral), aumentando as chances de sucesso na escolha da terapia e dos planos de reabilitação mais adequados.

 

COMO É REALIZADO O SEQUENCIAMENTO GENÉTICO:

O nosso DNA possui aproximadamente 20.000 genes em tamanhos diferentes. Cada gene é formado por quatro bases nitrogenadas chamadas de adenina, citosina, guanina e timina e que são representadas, respectivamente, pelas letras A, C, G, T. Há cerca de três bilhões dessas letras em todo o nosso genoma. A técnica de sequenciamento genético é realizada quando o médico geneticista suspeita de uma doença específica e realiza o sequenciamento relacionado com a enfermidade.

Por exemplo, quando um paciente, clinicamente, apresenta fibrose cística. Essa doença é caracterizada por afetar a produção de muco, principalmente nos pulmões e pâncreas, podendo causar infecções de repetição, baixo ganho de peso e alterações nas enzimas pancreáticas. Para descobrir a alteração genética específica, ou seja, a troca de uma ou mais letras no DNA, o médico geneticista solicita o sequenciamento do gene CFTR, relacionado à fibrose cística.

Para realizar o sequenciamento é necessário coletar o sangue periférico do paciente, que circula pelo corpo. No laboratório, as células brancas (leucócitos) são separadas da amostra coletada. Após essa separação, é extraído, processado e armazenado o DNA que está presente nessas células. A esse DNA são adicionados reagentes que se ligam especificamente a cada uma das letras A,T,C e G da região do gene, que é amplificada milhares de vezes para facilitar o sequenciamento. Essa amplificação ocorre através da técnica chamada Reação em Cadeia da Polimerase (PCR).

Após a amplificação a amostra é levada ao sequenciador automático, que “lê” letra por letra e compara com uma base de dados para saber o que está igual ou diferente no DNA. Há alterações que não causam doenças e outras que ainda não temos dados seguros para afirmar se são ou não causadoras. Por isso a importância do trabalho do médico geneticista, que deve ser consultado antes e depois da realização do exame. O tempo para obter a resposta de um exame desse tipo dependerá do tamanho do gene que será estudado. Apesar da extração do DNA, e o preparo da amostra levar algumas horas, o sequenciamento de um gene pode durar alguns dias.


webmd_composite_image_of_sinuses.jpg

Você sabia que as alergias podem causar problemas auditivos? É que, além dos olhos e do nariz, a tuba auditiva, canal que liga o ouvido médio à faringe, também é afetada pelas irritações.

Quando a inflamação e o muco nasal são gerados nas vias respiratórias, são comuns os casos de otites, popularmente conhecidas como dores de ouvido. É importante lembrar também que as inflamações e infecções no ouvido podem provocar tonturas, perda de equilíbrio, sensação de pressão ou de obstrução e até mesmo perda de audição.

Para evitar problemas que prejudiquem de maneira irreversível a audição, o ideal é ir ao médico assim que surgirem os primeiros sintomas.

Sinusite pode causar dores de ouvido

Além das alergias, a sinusite, que é uma inflamação da mucosa dos seios nasais, também pode estar relacionada às dores de ouvido.

Por que isso acontece? A explicação está na fisiologia dos sistemas respiratório e auditivo. O ouvido está ligado à parte de trás da cavidade do nariz pela trompa de Eustáquio. A função desta ligação é manter o equilíbrio das pressões entre o nariz e orelha.

O problema é que inflamações geram secreções que ficam acumuladas na trompa de Eustáquio. Dessa maneira, acontece a congestão nasal e as dores de ouvido. É preciso tratar a sinusite para consequentemente resolver o problema na audição. Mas em muitos casos, a sinusite costuma ser um problema crônico.

Se este é o seu caso, entre em contato conosco. O Instituto Otovida possui médicos otorrinolaringologistas especialistas para tratar do seu problema e evitar que complicações possam causar danos à audição.


cuidados-audicao-menthel-1200x800.jpg

O ouvido humano também tem os seus limites. Um único som acima do limite aceitável pode danificar de forma irreversível a sua audição. Por isso, é importante estar atento. A poluição sonora, shows, trio-elétricos, estampidos ou trabalhar em locais excessivamente ruídos podem expor as pessoas a riscos auditivos desnecessários.

Uma questão de saúde pública

A perda auditiva é considerada um problema de saúde pública. De acordo com o último censo (2000) realizado no Brasil pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 24,5 milhões de pessoas são portadoras de algum tipo de deficiência, o que corresponde a 14,5% da população brasileira. Dessas, 5,7 milhões possuem dificiência auditiva.

A desinformação é um dos fatores que contribuem para o aumento dos problemas auditivos. O brasileiro ainda não se acostumou com uma cultura de prevenção e muitas vezes expõe a sua audição a riscos desnecessários.

A surdez pode se desenvolver de diversas maneiras. Quando genética, pode ser detectada nos primeiros dias de vida e tratada com sucesso. Na terceira idade, quando ocorre um processo natural de envelhecimento dos órgãos, buscando tratamento, é possível conviver normalmente com o problema, sem comprometer a qualidade de vida. Na fase adulta, a pessoa deve evitar se expor a ruídos, principalmente no trabalho, pois assim diminuirá futuros problemas.

Jovens: um grupo de risco

Os jovens estão entre os grupos mais desinformados. Todos os anos, milhares de adolescentes apresentam alguma perda de audição, seja por ouvir música excessivamente alta em concertos de rock ou no automóvel, pelo uso inadequado de walkman (um dos grandes vilões da surdez juvenil) ou por passar o carnaval bem perto daquelas caixas de som superpotentes dos clubes e trio-elétricos, que chegam a atingir intensidades sonoras da ordem de 120 dB NA (perto do limiar da dor!).

Poucos, entre eles, sabem que uma pessoa não pode permanecer em um ambiente com atividade sonora de 85 dB NA de intensidade por mais de oito horas. Esse tempo cai para quatro horas em lugares com 90 dB NA; duas horas em locais com 95 dB NA; uma hora aonde a intensidade chega a 100 dB NA.

Poluição sonora

A poluição sonora é a terceira maior do planeta, só perde para água e o ar. Pode acarretar conseqüências severas à qualidade de vida da poluição, afetando a saúde do individuo e conturbando intensamente as relações sociais.

Algumas pesquisas mostram que o ruído fora de controle constitui um dos agentes mais nocivos à saúde humana, causando perda da audição, zumbidos, distúrbios do labirinto, ansiedade, nervosismo, hipertensão arterial, gastrites, úlceras e impotência sexual.

Surdez ocupacional

A perda auditiva induzida por ruído ocupacional é um dos mais importantes problemas sociais dos trabalhadores brasileiro e representa hoje um dilema nacional para muitas empresas e um desafio para médicos do trabalho, otorrinolaringologistas, fonoaudiólogos, engenheiros e técnicos de segurança do trabalho.

A perda auditiva induzida por ruído ocupacional é particularmente ameaçadora, pois se desenvolve lentamente, e o individuo pode não perceber qualquer problema até que sua comunicação encontre-se bastante afetada. Ela representa um incômodo duplo, pois ao mesmo tempo em que compromete a capacidade auditiva do portador para sons ambientais, normalmente agradáveis, produz um ruído contínuo, o zumbido.

Paulo Perazzo


APARELHO-AUDITIVO-1200x800.jpg

Se você foi diagnosticado com perda auditiva e o especialista indicou a necessidade do uso do aparelho auditivo, não perca tempo. A prótese auditiva devolve ao paciente a capacidade de escutar os sons com clareza e levar uma vida plena e feliz. Adiar o uso do aparelho auditivo traz uma série de implicações para a saúde de modo geral.

 

Confira as razões para começar a utilizar a prótese auditiva o quanto antes.

Em primeiro lugar, você sabia que escutamos com o cérebro, e não com o ouvido? É isso mesmo! O ouvido recebe os sons, mas é o cérebro que reconhece os sons e interpreta se é uma buzina, um avião ou a voz do seu filho. Ou seja, o uso do aparelho auditivo em pessoas com perda auditiva é essencial para manter o cérebro ativo. Por isso, quanto mais tempo você demorar para começar a usar a prótese, mais difícil será para o cérebro voltar a se acostumar a ouvir os sons.

Também é importante lembrar que nos casos de perda auditiva bilateral, aquela que ocorre nos dois ouvidos, o paciente não deve adiar o uso do aparelho auditivo em um dos lados – ainda que um ouvido tenha capacidade parcial de audição. Isso porque o cérebro foi projetado para processar o som dos dois ouvidos. Portanto, quando os ouvidos trabalham em conjunto, o som fica muito mais claro e natural.

 

Grau da perda auditiva pode aumentar

Outro motivo para começar a usar o aparelho auditivo o mais rápido possível é porque o grau da perda auditiva costuma aumentar gradativamente. Existem quatro graus de perda auditiva:

  • Leve,
  • Moderado,
  • Severo, e
  • Profundo.

No grau LEVE as pessoas normalmente não identificam a perda auditiva. É natural que aumentem gradativamente a intensidade da voz e comecem a ter dificuldade para ouvir em ambientes barulhentos.

No grau MODERADO a pessoa tem dificuldade de ouvir o telefone, tem dificuldade de manter uma conversa e se apoia na leitura labial. Já no grau SEVERO a dificuldade é ainda maior. As palavras ficam abafadas e até sons como campainha não são ouvidos. Na perda PROFUNDA o paciente pode ouvir apenas sons ambientais de alta intensidade não sendo possível discriminar a fala. Ou seja, se você tiver algum tipo de perda auditiva, mas adiar o uso da prótese, são grandes as chances da sua deficiência aumentar e a reabilitação auditiva se torna mais difícil.

 

Qualidade de vida se deteriora. Aparelho auditivo é a solução!

Estudos científicos comprovam que a perda auditiva não tratada piora substancialmente a qualidade de vida do paciente. Com a dificuldade de escutar os sons com clareza e se comunicar com os amigos e familiares, a pessoa tende a se isolar socialmente. Com isso, os estímulos cerebrais ficam escassos e levam a um maior declínio cognitivo.

Pesquisas indicam que o uso de aparelho auditivo auxilia na manutenção da capacidade mental da pessoa com deficiência auditiva. A prótese auditiva também restaura a habilidade de se comunicar e permite que o paciente volte a interagir em sociedade. Por isso, idosos com perda auditiva tem maiores probabilidades de desenvolverem demência e depressão.

 

Quais os sintomas da perda auditiva?

Alguns sinais ajudam a perceber a perda auditiva. Entre eles estão pedir constantemente para as pessoas repetirem o que está falando, ouvir a televisão com o volume mais alto que os demais e ter dificuldade de se comunicar pelo telefone ou em locais barulhentos. Os sons da fala mais agudos também costumam ser de difícil compreensão para quem sofre de perda auditiva.

Dito isso, é fundamental ficar atento aos sinais de perda auditiva e procurar um especialista assim que for identificada a dificuldade de escutar. Iniciar o tratamento o quanto antes é fundamental para manter a qualidade de vida, liberdade e independência. Quanto mais precoce, menores serão os prejuízos. Deixar para depois pode ser extremamente prejudicial e causar danos irreversíveis à saúde física e mental.

 

Excelência em reabilitação auditiva

No INSTITUTO OTOVIDA o paciente tem suporte completo para o tratamento e reabilitação auditiva. São 20 anos de experiência e uma equipe qualificada de fonoaudiólogos, que participam de todas as etapas do processo. Desde a escolha do aparelho auditivo que atendem às suas necessidades auditivas até os acompanhamentos e ajustes necessários.

 


ouvido.jpg

O ouvido humano é o responsável pelo nosso sentido auditivo.

A maior parte do aparelho auditivo está concentrada no interior da cabeça. Nossos ouvidos são subdivididos em três partes:

• Ouvido externo – onde está o canal auditivo.

• Ouvido médio ou cavidade timpânica – onde se encontram o tímpano, a bigorna, o martelo e o estribo.

• Ouvido interno – onde se concentram o estribo, o nervo auditivo e o caracol (também conhecido por cóclea).

Ao atingirem nossos ouvidos externos, as ondas sonoras percorrem o canal auditivo até chegar no tímpano. Este, por sua vez, vibra quando identifica variações de pressões mesmo muito pequenas, causadas pelas ondas sonoras.

As vibrações do tímpano avisam a dois ossos da cavidade timpânica (martelo e bigorna) que existe um som e estes, então, acionam outro osso (o estribo) que repassa essa informação ao ouvido interno.

Ao passarem por cada um desses obstáculos, as ondas sonoras são amplificadas e chegam ao caracol do ouvido.

O ouvido interno é composto pela cóclea que apresenta forma de caracol. Esta contém pequenos pelos que vibram quando há uma propagação do som. Essa propagação ocorre de forma fácil em virtude de um líquido existente dentro do ouvido interno, que estimula as células nervosas do nervo auditivo enviando esses sinais ao cérebro, fazendo com que tenhamos a percepção do som.

Fonte: Talita A. Anjos


1AD89833-6D30-45B2-A012-9255ADF8AD19_w1080_h608.jpg

A inflamação no ouvido quando identificada e tratada corretamente não representa risco algum, sendo somente desconfortável, já que causa dor, coceira no ouvido, diminuição da audição e, em alguns casos, liberação de uma secreção fétida pelo ouvido. Apesar de ser facilmente solucionada, a inflamação no ouvido deve ser avaliada e tratada por um médico especialista, principalmente quando a dor dura mais que dois dias, há sensação de tontura ou vertigem e a dor no ouvido é muito intensa.

Causas da inflamação no ouvido

A inflamação no ouvido pode ser bastante desconfortável, principalmente para as crianças, e, por isso, quando surgirem os primeiros sintomas de inflamação, é importante consultar o médico para que seja identificada a causa e possa ser iniciado o tratamento.

As principais causas de inflamação no ouvido são:

1. Otite externa – A otite externa é a causa mais comum de dor e inflamação no ouvido e é mais frequente em bebês e crianças que ficam muito tempo na praia ou na piscina, por exemplo. Isso porque o calor e a umidade podem favorecer a proliferação de bactérias, levando à infecção e inflamação do ouvido e resultando em sintomas como dor, coceira no ouvido e, em alguns casos, presença de secreção amarelada ou esbranquiçada. Normalmente na otite há o acometimento de apenas um ouvido, no entanto em raros casos pode haver o acometimento dos dois.

2. Otite média – A otite média corresponde à inflamação do ouvido que surge normalmente após a gripe ou crises de sinusite, sendo caracterizada pela presença de secreção no ouvido, diminuição da audição, vermelhidão e febre. Por ser resultado de uma gripe ou crise de sinusite, a otite média pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou alergias.

3. Lesão durante a limpeza do ouvido – A limpeza do ouvido com cotonete pode empurrar a cera e até mesmo romper o tímpano, o que causa dor e liberação de secreção no ouvido. É importante evitar limpar os ouvidos com cotonete e introduzir objetos estranhos nessa cavidade, pois além de infecção pode resultar em problemas graves para a saúde.

4. Presença de objetos dentro do ouvido – A presença de objetos no ouvido, como por exemplo botões, pequenos brinquedos ou alimentos, é mais comum em bebês, sendo normalmente acidental. A presença de corpos estranhos no ouvido leva à inflamação, havendo dor, coceira e liberação de secreção no ouvido. Não é recomendado tentar tirar o objeto em casa sozinho, pois isso pode empurrar ainda mais o objeto e causar complicações.

Fonte: Tua Saúde – Dr. Gonzalo Ramires


ouvido-inflamado_30944_l.jpg

Os ouvidos são órgãos muito sensíveis, que, além de permitirem o sentido de audição, são responsáveis pelo equilíbrio do corpo. Dessa forma, é essencial protegê-los, pois, com o envelhecimento natural, eles sofrem uma perda na capacidade funcional, que provoca perdas auditivas.

Para preveni-las e manter a saúde do órgão, alguns cuidados devem ser tomados ao longo da vida, como:

  • Utilizar proteção auricular em locais com sons muito altos;
  • Fazer exame de audiometria anualmente — especialmente as pessoas que trabalham em ambientes com poluição sonora;
  • Não utilizar cotonetes na região interna do ouvido — para evitar que o cerume seja empurrado para a parte interna;
  • Não retirar a cera dos ouvidos — ela é importante para proteger de agentes externos e infecções;
  • Consultar um profissional habilitado periodicamente;
  • Evitar volumes altos no fone de ouvido — o aconselhável é um som de 85 dB por, no máximo, 45 minutos;
  • Assoar suavemente o nariz (um lado de cada vez) duas vezes ao dia — isso evita a entrada de secreções que podem causar perda auditiva, pressão nos ouvidos, zumbido e dor.

Além desses cuidados, é importante consultar periodicamente um otorrinolaringologista e um fonoaudiólogo quando perceber qualquer alteração na audição. A utilização de aparelho auditivo é outra forma de cuidar da saúde auditiva, já que o dispositivo evita o agravamento de deficiências na audição e melhora a qualidade de vida dos pacientes.

O ouvido é um órgão essencial para captar os sons e enviá-los ao cérebro. Por ser muito sensível, requer cuidados especiais e exames periódicos para garantir a qualidade da audição e evitar agravamentos de alterações auditivas.


acl20170503-133035-344.jpg

Acompanhe a entrevista realizada com médico Otorrinolaringologista do Instituto otovida, Dr. Evandro Manoel.

“Labirintite” é um termo utilizado na prática, tanto por pacientes como por muitos médicos, para falar de qualquer problema referente ao labirinto. Na verdade, não é correto utilizar esse termo dessa forma, sendo preferível nesse caso utilizar o termo “Labirintopatia” que é o mesmo que dizer de forma genérica que há um problema no labirinto. Existem diversas formas de labirintopatias, cada uma afetando de forma diferente o labirinto e com um tratamento específico, assim como acontece com outros órgãos do corpo humano, como o coração, fígado, rins e outros.

 

Então quer dizer que o termo “Labirintite” não existe?

Existe sim. Labirintite significa que há uma inflamação (nesse caso, geralmente de origem infecciosa) do labirinto, que é apenas um dos muitos tipos de labirintopatias, e desses, a labirintite é uma das mais raras de serem encontradas.

 

Como eu sei se tenho algum tipo de labirintopatia?

Quando o paciente apresenta um problema de labirinto, o sintoma mais comum é de tontura, que geralmente faz com que o paciente apresente uma ilusão de que ele, ou as coisas em volta, estejam se movimentando, o que pode ser chamado nesses casos de vertigem. No entanto, existem labirintopatias que podem gerar tipos de tontura menos específica como sensação de “flutuação”, “cabeça vazia”, “cabeça pesada”, “mareio”, dentre outros. Além da tontura, o paciente também pode apresentar sensação de ouvido tampado ou entupido, zumbido, desequilíbrio, quedas sem perda de consciência além de náuseas, vômitos, palidez e sudorese nos casos mais intensos.

 

Então quando eu sinto tontura, zumbido ou desequilíbrio significa que tenho algum tipo de labirintopatia?

Não necessariamente. Apesar de que a maioria dos pacientes com esses sintomas apresentam algum tipo de labirintopatia, há casos que essas queixas podem significar problemas das vias de equilíbrio do sistema nervoso central (estruturas de dentro da cabeça como por exemplo o cérebro e o cerebelo) que fazem conexão com o labirinto. Além disso, há casos que esses sintomas podem significar outros tipos de problema que não tem nenhuma relação com o labirinto, como por exemplo problemas cardiovasculares, neurológicos e psicológicos.

 

Então o que eu devo fazer se tenho esses sintomas (Tontura, zumbido e/ou desequilíbrio)?

Você deve agendar uma consulta com médico especialista nesse assunto que é o otorrinolaringologista, de preferência aquele que tenha experiência e prática nesse assunto (otoneurologista). Somente o médico é capaz de entender qual a origem dos sintomas do paciente, bem como o tipo de labirintopatia que está afetando o paciente.

 

Como o médico faz para saber se tenho uma labirintopatia?

A conversa com o paciente, também chamada de anamnese, é a parte mais importante para saber se o problema é de fato uma labirintopatia e qual o seu tipo. O médico deve procurar saber sobre diversas características da queixa principal, bem como seus possíveis desencadeantes e outros sintomas que por vezes podem aparecer juntos da queixa principal.  Além disso, são importantes a história do paciente em relação a outras doenças, medicações em uso e hábitos de vida. Às vezes será necessária mais de uma consulta para que o médico recolha informações suficientes para fazer o diagnóstico.  O exame físico que se faz também na consulta, é a segunda parte mais importante para identificar a origem do problema. Os exames complementares, como veremos a seguir, também podem ser pedidos a depender da suspeita do médico, mas não são tão importantes quanto à consulta médica em si.

 

Existe algum exame que identifica se tenho labirintopatia?

Não há nenhum exame solicitado pelo médico que, sozinho, identifique a causa da tontura, zumbido ou desequilíbrio do paciente. Como já foi dito, a consulta médica é essencial para entender o problema do paciente e os demais exames vão basicamente apenas confirmar as suspeitas do médico, descartar algumas causas possíveis e avaliar a função do labirinto e do equilíbrio do paciente.

 

Quais são os exames que podem ser solicitados?

Os exames complementares que podem ajudar o médico nesses casos são muitos. Temos exames que avaliam a função do labirinto como por exemplo a vectoeletronistagmografia, a videonistagmografia, o teste do impulso cefálico por vídeo (do inglês video head impulse test), a eletrococleografia e o potencial evocado miogênico vestibular (também chamado pela sigla VEMP). Há também exames que avaliam o equilíbrio como a posturografia. Há também exames como a audiometria e a imitanciometria que irão avaliar a parte do labirinto relacionada à audição bem como exames laboratoriais a fim de avaliar possíveis alterações metabólicas que também podem levar à alteração do funcionamento do labirinto. Exames de imagem como a ressonância magnética são solicitados pontualmente em casos de suspeita de doença do sistema nervoso central ou do nervo vestibular (que é aquele que liga o labirinto ao encéfalo).

 

Quais são os principais tipos de labirintopatias?

As mais comuns são a Vertigem Paroxística Posicional Benigna (VPPB) (ocorre por um descolamento de “cristais” de dentro do labirinto), a Migrânea Vestibular (que é causada pela enxaqueca), a Doença de Ménière, a Labirintopatia Metabólica e a Neurite Vestibular (essa seria é por inflamação do nervo e não do labirinto). Porém, menos comumente podemos nos deparar com a Tontura Postural Perceptual Persistente (TPPP), a Paroxismia Vestibular, a Síndrome do desequilíbrio do idoso, a vestibulopatia bilateral, a Síndrome de terceira janela dentre outras. Ou seja, são muitos os tipos de labirintopatia e o médico deve conhecer todas essas para poder fazer o diagnóstico da tontura do paciente.

 

Quais são os tratamentos que podem ser feitos para as labirintopatias?

Dependendo do diagnóstico feito pelo médico, o tratamento pode variar muito. Existem labirintopatias como a migrânea vestibular e a Doença de Ménière que comumente necessitam de medicações. Há labirintopatias como a VPPB que, por outro lado, não necessitam de medicações para sua cura, e sim de manobras de posicionamento para “recolocar os cristais” no lugar certo dentro do labirinto. A labirintopatia metabólica é corrigida na maioria das vezes apenas com medidas de orientação na dieta. Há também algumas outras como a TPPP e a vestibulopatia bilateral que necessitarão de reabilitação vestibular, que são exercícios orientados para melhorar a sensação de tontura e desequilíbrio.


1784492.jpg

O número de pacientes com zumbido vem crescendo a cada dia – dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que o problema afeta 280 milhões de pessoas, de várias idades, em todo o mundo. A divulgação de informações, assim como dicas sobre o assunto é de grande importância e tem como principal objetivo, além do esclarecimento correto sobre os sintomas – lembrar as pessoas dos cuidado com a audição – levando, inclusive ao diagnóstico e tratamento precoce.

Nesta segunda etapa da nossa entrevista, conversamos com a Médica Otorrinolaringologista do Instituto Otovida, Drª. Cristiane Popoaski. que nos respondeu as dúvidas mais frequentes sobre o ZUMBIDO:

 

ZUMBIDO PODE CAUSAR PERDA DE AUDIÇÃO?

O zumbido é um sintoma e não uma doença.  Então, doenças que cursem com perdas auditivas acabam gerando o sintoma zumbido. Muitas vezes durante a investigação da queixa do zumbido é que descobrimos uma perda auditiva já instalada, mas ainda não percebida pelo paciente pois o sintoma do zumbido é mais perceptível e incômodo do que a própria perda auditiva.

 

O USO DE APARELHO AUDITIVO AMENIZA E AUXILIA NO TRATAMENTO DO ZUMBIDO?

Sim, muitas vezes a perda auditiva pode ser a causa do zumbido. Então, ao iniciar o uso do aparelho auditivo haverá um ganho na capacidade auditiva (o quanto o paciente ouve e compreende) e com isto o zumbido se torna menos perceptível e em alguns casos há a sua  melhora. Em alguns casos em que apenas o ganho auditivo não é o suficiente para o alívio do zumbido, podemos lançar mão de uma tecnologia associada ao aparelho auditivo chamada de gerador de som. Este é capaz de gerar um ruído contínuo capaz de “confundir” ou mascarar a percepção do zumbido.

 

ABUSO DE MEDICAMENTOS, BEBIDAS, ALCOÓLICAS E CAFÉ PODEM CAUSAR ZUMBIDO?

Sim. Alguns medicamentos podem até ser a causa do zumbido. Já as bebidas alcoólicas e a cafeína por serem substâncias estimuladores e desta forma interferem na percepção do zumbido, tornando-o em alguns casos mais intenso e mais incômodo.

 

SONS MUITO ALTOS PODEM CAUSAR ZUMBIDO?

Isto pode ocorrer por dois mecanismos:  se expor por um período prolongado a sons altos pode gerar perda auditiva, sendo esta uma das causas do zumbido e o som alto em um curto período de exposição pode deixar as células ciliadas que estão localizadas na cóclea (órgão auditivo) mais excitadas e essa excitabilidade resulta no aparecimento do zumbido geralmente de forma transitória. Um exemplo típico dessas duas situação são trabalhadores  que operam máquinas sem uso de protetor auditivo (Equipamento de Proteção Individual), na primeira situação e na segunda após ida em um show em que ficamos próximos a caixa de som.

 

POR QUE É IMPORTANTE DESCOBRIR AS CAUSAS DO ZUMBIDO O QUANTO ANTES?

Porque o zumbido pode significar uma série de possíveis diagnósticos e quanto antes chegarmos a uma possível causa, melhor o resultado do tratamento.

Isso se dá também pelo fato de que quem gera o zumbido na maioria das vezes é o ouvido, mas quem o percebe é o SNC (sistema límbico/emoções). Devido a isso o nosso sistema nervoso central cria um alerta constante da necessidade de perceber se o zumbido “está ali” e devido a este alerta constante muitas vezes o tratamento se torna mais complexo e difícil. Quanto antes atuarmos nesse mecanismo de ação, melhor o resultado em relação ao incômodo gerado pelo zumbido.

 

QUAIS OS TIPOS DE DOENÇAS O ZUMBIDO PODE MASCARAR?

O que ocorre é que não é que o zumbido mascara outras doenças, mas sim o fato de que muitas vezes a existência do zumbido é tão incômoda que acaba sendo este o motivo da vinda do paciente ao consultório. É através desta queixa que chegamos os possíveis diagnósticos relacionados ao zumbido, como perda auditivas, doenças vasculares e metabólicas, tensões musculares ou articulares causando ou piorando a percepção do zumbido, dentre outras possibilidades.

 

O ZUMBIDO PIORA NO SILÊNCIO?

Sim, aliás em um silêncio absoluto muitos de nós teremos o sintoma zumbido. Devido a isto orientamos a terapia de enriquecimento sonoro para evitar o silêncio absoluto, principalmente no período em que o zumbido está mais perceptível e incômodo.

 


Instituto Otovida

SOMOS ESPECIALISTAS EM CUIDAR DE VOCÊ – com atenção à saúde da sua garganta, nariz e ouvidos.

Atendimento com uma abordagem integrada de profissionais nas áreas de fonoaudiologia, psicologia, serviço social e médicos otorrinolaringologistas para oferecer a você os melhores tratamentos e resultados; num espaço, confortável com mais de 1300m² de área.

Desenvolvimento e reabilitação para os melhores resultados.

Responsável Técnica: Fabiana Scarton – CRM-SC 13311

Acompanhe a gente pelo Facebook

Cadastre-se e Receba dicas incríveis sobre saúde


Contatos e Localização

CONTATOS E LOCALIZAÇÃO

Avenida Governador Ivo Silveira, 3861 – Capoeiras, Florianópolis/SC

Telefone: (48) 3223-6060

WhatsApp: (48) 99172-0606 / (48) 99178-2207

Facilidades de acesso:

Anexo ao Hotel TRI – antigo Hotel Itaguaçu, na divisa dos municípios de Florianópolis e São José.

Todos os Direitos Reservados •  JS ATIVIDADE DIGITAL