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Os aparelhos auditivos podem ser usados em apenas um dos ouvidos ou em ambos, dependendo de cada caso.

A Perda auditiva tem várias causas, podendo ocorrer em uma das orelhas (perda unilateral) ou nas duas (perda bilateral).

É médico otorrinolaringologista que irá decidir qual será o melhor tratamento para o paciente. E é o profissional de fonoaudiologia que irá selecionar os tipos, a avaliação do desempenho, a validação dos resultados e o acompanhamento contínuo do processo de reabilitação auditiva.

Se alguém só apresenta perda em um dos ouvidos, não há necessidade de usar dois aparelhos. O uso nos dois ouvidos só é necessário quando a deficiência é bilateral, sendo em apenas uma orelha (unilateral) a indicação é de adaptação do aparelho auditivo na orelha prejudicada.

Há casos em que as pessoas optam por um aparelho mesmo tendo perda auditiva bilateral, porém usar aparelhos nos dois ouvidos melhora a qualidade de vida de maneira ampla.

Quando apenas um aparelho auditivo é utilizado, uma das orelhas ficará sem receber estimulação auditiva. Isto é chamado de “privação sensorial”. Com o tempo, pode haver piora na habilidade de entender a fala no ouvido “privado”.

A utilização de dois aparelhos melhora a capacidade de selecionar, entre outros, o som que se quer ouvir, ou seja, o entendimento da fala fica melhor em ambientes ruidosos.

O uso de dois aparelhos faz com que se tenha melhor habilidade de perceber a direção/lado de onde vem os sons.

Quando o som é ouvido com as duas orelhas, têm-se uma sensação natural do aumento do volume do som. Este fenômeno  natural permite ajustar os aparelhos com uma potência menor do que seria necessário, se apenas um aparelho fosse utilizado.

Se as duas orelhas trabalham juntas para entender a fala, ouvir torna-se mais fácil e menos cansativo, o campo auditivo se torna mais amplo (360°), e se aproxima de uma audição mais natural, além de proporcionar sensação de equilíbrio.


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No mês de novembro existem diversas campanhas, uma delas é conhecida como Novembro Roxo, que promove um mês inteiro de ações e eventos voltados à prematuridade. O dia mundial da prematuridade ocorre anualmente no dia 17 de novembro.

Você já ouviu alguém falando: “Bebê prematuro não se cria!”?

Atualmente, com os avanços tecnológicos as Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) tem promovido auxílio para sobrevida dos bebês com menos de 37 semanas de gestação conhecidos como prematuros ou pré-termos.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) cerca de 15 milhões de bebês nascem de forma prematura todo ano.

Alguns dos sobreviventes enfrentam desafios ao decorrer da vida, podendo ser dificuldades de aprendizagem, problemas visuais, auditivos, entre outros.

Você conhece alguém prematuro? Compartilhe com a gente a história.

Texto: Eduarda Besen e Luciana Cigana


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Perda auditiva leve

Incapacidade de ouvir sons fracos e dificuldade para ouvir em ambiente ruidoso.

Perda auditiva moderada

Incapacidade de ouvir sons fracos e de intensidade moderada, dificuldade considerável em entender a fala, especialmente na presença de ruído de fundo.

Perda auditiva severa

Incapacidade de ouvir a maioria dos sons. Os falantes precisam aumentar a intensidade da voz para que os ouçam. As conversas em grupo são possíveis, mas somente com considerável esforço.

Perda auditiva profunda

Alguns sons muito intensos são audíveis, mas a comunicação sem aparelhos auditivos ou linguagem oral é muito difícil.

E você, se identificou com algum grau de perda auditiva ou conhece a


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POR FERNANDA LUZ MACIEL – Assistente Social Instituto Otovida

As pessoas que tem como um dos recursos para estabelecer a comunicação, a leitura orofacial, mais conhecida como leitura labial, estão encontrando dificuldades desde que foi estabelecida a obrigatoriedade do uso de máscara como forma de prevenção a contaminação do coronavírus. ⁣

Constatamos essa realidade nos atendimentos diários realizados no Instituto Otovida, principalmente com as crianças surdas que identificam o acolhimento, tão necessário, no nosso sorriso. ⁣

A máscara de tecido, cobrindo parte do rosto, impossibilita o reconhecimento da expressão facial. Assim, para reduzir a angústia, oportunizar o atendimento mais carinhoso e garantir o acolhimento, o serviço social passou a atender com a “máscara inclusiva” – aquele modelo com transparência na área da boca, permitindo a leitura labial e a visualização do sorriso, facilmente percebido pelos usuários e seus acompanhantes. E quem não precisa de um sorriso nesse momento?⁣
A iniciativa se mantém alinhada ao propósito do Instituto Otovida de incluir e acolher respeitosamente…pessoas. ⁣


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(…) são mudas

Não é correto dizer que alguém é surdo-mudo. As pessoas surdas apresentam condições físicas e fisiológicas necessárias para falar. Algumas não falam porque não foram ensinadas, outras porque acham que a língua favorece a efetivação e a agilidade na comunicação, e outras ainda por opção.

(…) são muito nervosas

A utilização de gestos, da ênfase na expressão facial, do esforço para falar e da ausência do feedback auditivo (não escutam os sons que emitem), fazem com que os ouvintes imaginem que os surdos estão “nervosos”. Na realidade, estão somente se comunicando, ou tentando se comunicar. Ser nervoso não é uma característica da surdez.

(…) não escutam nada, ou escutam quando querem

Todo surdo pode escutar algum tipo de som. A maioria ouve sons de forte intensidade e graves (trovão, batida de porta). Assim como a visão, a audição também se efetiva em graus. Alguns surdos conseguem ouvir a voz e escutar a fala ao telefone. A impressão de que às vezes o surdo responde a sons e outras não, fazendo com que o ouvinte pense que “escutam quando querem” deve-se a alguns fatores: a distância da emissão do som, a freqüência da voz da pessoa que fala, o tipo de som (grave/agudo), a intensidade do som (forte/fraco) e também, o nível de atenção do surdo ao som emitido.

(…) que todas fazem leitura labial

A leitura labial não é uma habilidade natural, em todo surdo. Esta precisa ser ensinada, como se ensina leitura, escrita, etc. Poucas pessoas surdas fazem uma boa leitura labial (ler a posição dos lábios), Especialmente porque a pessoa ouvinte, ao se comunicar com um surdo, esquece-se da deficiência, vira-se para os lados, usa bigode, e isso atrapalha a visualização da boca do falante. A maioria faz o que se chama leitura da fala (visualização de toda fisionomia da pessoa que fala, incluindo sua expressão fisionômica e gestos espontâneos). Isto produz alguns problemas na comunicação. Uma minoria não consegue fazer nenhuma dessas leituras e só se comunica através de sinais, aprendidos no decorrer de sua história de vida familiar e social, ou mesmo através da Língua Brasileira de Sinais. Assim, não é verdadeiro que a leitura labial seja uma capacidade inata.

Fonte: deficienteonline.com.br


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A  LBI (Lei Brasileira de Inclusão), que é a Lei Federal 13.146/2015, diz que:

Art. 44. § 6º As salas de cinema devem oferecer, em todas as sessões, recursos de acessibilidade para a pessoa com deficiência.

E nem mesmo os direitos autorais podem ser utilizados como desculpa para não fornecer acessibilidade. Mas então por que as sessões já não são todas acessíveis?

Porque além dos prazos da lei, um pouco depois, no ano de 2016 foi divulgada a Normativa 128 da ANCINE (Agência Nacional do Cinema), que determina as responsabilidades e detalhes: o produtor do filme é responsável por fazer as legendas, e enviá-las ao exibidor (cinema), que deve exibir as legendas.

 

Na prática, como é essa acessibilidade?

Segundo a normativa 128 da Ancine, atualizada pela normativa 148/2019:

“Art. 3º. As salas de exibição comercial deverão dispor de tecnologia assistiva voltada à fruição dos recursos de legendagem, legendagem descritiva, audiodescrição e LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais.

1º. Os recursos de acessibilidade deverão ser providos na modalidade fechada individual.

Este trecho fala de legendagem (comum), legendagem descritiva e Libras. Ou seja, todas as opções acima devem estar disponíveis, e não apenas uma delas. A audiodescrição é para pessoas com deficiência visual.

E o que é legendagem descritiva? São aquelas legendas em que “devem ser explicitadas informações de efeitos sonoros, música, sons do ambiente, silêncios significativos”, conforme a normativa. Ou seja, quando estiver chovendo, deverá aparecer na legenda algo como: “Barulho da chuva”, quando um carro ligar, deverá aparecer “Barulho do motor”, e assim por diante.

 

E o que significa modalidade fechada individual?

Individual significa que toda essa acessibilidade será fornecida de uma maneira que seja visível apenas para quem precisa, sem impactar os outros espectadores. Modalidade fechada significa de forma que possa ser desligada ou ligada conforme necessidade. Portanto, a legenda não será na tela, para todos verem, mas sim em equipamentos que permitam a exibição individualmente.

Alguns cinemas já começaram a divulgar as tecnologias que estão utilizando, por exemplo, um dispositivo acoplado na cadeira, em que aparecem as legendas ou Libras sincronizadas com o filme, como nos exemplos abaixo:

E se for um grupo de surdos, quantos equipamentos desses a empresa deve ter?

Isso depende do número de salas do cinema (considerando cada unidade de cinema individualmente, e não a soma de todas as salas do país). Se tiver uma só sala, terá no mínimo três equipamentos, se tiver duas salas, no mínimo cinco equipamentos, e para cinco salas, nove equipamentos. A tabela completa relacionando o número de salas e o número de equipamentos está no anexo da normativa 128. Quando você for ao cinema, é só solicitar na bilheteria e indicar a acessibilidade que precisa.

 

Quando começa a valer?

A partir do dia 1º de janeiro de 2020, 100% (cem por cento) do total de salas deverá ter acessibilidade.

 

Porém…

No último dia de 2019, um dia antes de a normativa entrar em vigor, do prazo para 100% de acessibilidade. A Medida Provisória MP 917/2019 adiou por mais um ano a total adequação dos cinemas, sob a desculpa de que os cinemas não receberam as verbas para esta adequação.

Alguns cinemas já estão adaptados parcialmente, e as reações são as mais diversas. Há algumas pessoas que gostaram e se emocionaram por finalmente ir ao cinema e ter legendas. Por outro lado, há muitas que não se sentiram confortáveis e odiaram essa opção de exibição. A tecnologia utilizada pode não ser perfeita para todos, mas como está cumprindo o que determina a normativa, infelizmente não depende só do cinema para mudar.

 

A Ancine respondeu que:

A Análise de Impacto Regulatório (…) recomendou a adoção de modalidade fechada individual por entender que ela seria a que melhor conjugaria os interesses dos usuários e não usuários dos recursos de acessibilidade, além de garantir máxima inclusão. Esta máxima inclusão significa, essencialmente, a possibilidade de fruição concomitante do conteúdo audiovisual, com ou sem o auxílio de recursos de acessibilidade.

Reconhecemos que cada opção de ação traz um conjunto de trade-offs, e as tecnologias atuais para a modalidade fechada individual de fato possuem algumas desvantagens, relacionadas, por exemplo, à distância focal e ao nível de brilho gerado. Por outro lado, é a única modalidade que permite que os recursos de acessibilidade sejam disponibilizados apenas para aqueles que assim o desejarem, reduzindo o inconveniente gerado à parcela do público espectador que não empregará tais recursos.” – Ancine.

Resumindo, eles reconhecem que esse modelo tem desvantagens, mas o escolheram porque não desejam afetar o público que não precisa  da acessibilidade.

 

Por último…

A normativa sem dúvidas é um passo na direção certa, embora a forma como a acessibilidade foi determinada esteja gerando tanta polêmica. Não deixe de fazer sua parte, enviando sua opinião para a ANCINE e sugerindo melhorias. Se você já testou alguma tecnologia dessa no cinema, comente o que achou! Se não testou, que tal procurar o cinema mais próximo, que já esteja adaptado, e ter essa experiência?

Se, após o prazo, não estiverem disponíveis os recursos de acessibilidade, as penalidades vão desde advertência até multa de cem mil reais, em processo administrativo ainda a ser regulamentado. Portanto, fique de olho e denuncie se não tiver acessibilidade!

Fonte: Crônicas da Surdez – Paula Pfeifer Moreira


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