CRIANÇAS e CORONAVÍRUS

maio 6, 2020 by JS0
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*Drª. Fabiana Scartton – Médica Otorrinolaringologista Instituto Otovida

Descoberto em dezembro de 2019, o novo coronavirus foi chamado de SARSCoV-2. Essa denominação é uma sigla, em inglês, para Severe Acute Respiratory Syndrome CoronaVirus 2 e significa síndrome respiratória aguda grave pelo coronavirus 2. Já a doença provocada pelo novo coronavirus foi nomeada, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), COVID-19, também do inglês, COronaVIrus Disease 19.

1. Qual o risco de uma criança adoecer pelo SARS-CoV-2?

A chance de infecção em crianças se equivale a dos adultos. No entanto, as crianças apresentam menos sintomas e menor risco de desenvolver doença grave conforme observações de um estudo chinês publicado no início de março de 2020. Considerando que a maioria das crianças infectadas não tem sintomas ou os sintomas são menos graves, os exames diagnósticos não são realizados em muitos casos, o que subestima o número real de crianças infectadas. Ainda não se sabe se algumas crianças apresentam maior risco de doença grave, como aquelas com doenças pré-existentes ou portadoras de necessidades especiais. Há muito ainda a ser aprendido sobre como a COVID-19 afeta as crianças.

2. Período de incubação – tempo desde o momento que o SARS-CoV-2 é transmitido de uma pessoa para outra até aparecerem os sintomas:

A duração média do período de incubação é de 05(cinco)dias, sendo raramente observados períodos de até 2 (duas) semanas.

3. Quadro clínico do novo coronavirus nas crianças:

Os principais sintomas são febre, tosse, congestão nasal, coriza e dor de garganta, manifestações comuns de uma síndrome gripal. No entanto, alguns pacientes podem apresentar aumento da frequência respiratória, sibilos (chiado no peito) e pneumonia. Podem ocorrer sintomas gastrointestinais como vômitos e diarreia, ocorrendo mais frequentemente em crianças do que em adultos.

4. Caso a criança apresente febre, qual a medicação pode ser utilizada?

Preferencialmente paracetamol ou dipirona. Embora a OMS tenha retirado as restrições para o uso do ibuprofeno, esse medicamento é um anti-inflamatório e sua principal indicação na otorrinolaringologia pediátrica é para dor de ouvido.

5. A criança desenvolve imunidade se for contaminada ou após desenvolver infecção pelo coronavirus?

Não se sabe ainda.

6. Como fica amamentação caso a mãe seja infectada?

De acordo com as evidências científicas atuais, o SARS-CoV-2 não foi detectado no leite materno. Se a mãe estiver infectada pelo vírus, pode amamentar seu bebê desde que utilize máscara facial e proceda a correta higienização das mãos e do vestuário.

7. Como fica o calendário vacinal das crianças durante a pandemia?

Deve ser mantido de forma rotineira, a não ser em caso de febre alta (acima de 39ºC) e doenças ou remédios que alterem a imunidade, pois, se a resistência do organismo estiver baixa, há risco da vacina causar a doença que deveria evitar.

8. Como prevenir a infecção por SARS-CoV-2 na criança:

Mais do que nunca, temos a oportunidade de ensinar e estimular as crianças a adotarem hábitos saudáveis: • Higienizar as mãos com frequência usando água e sabão em quantidade suficiente e de maneira adequada (esfregar por 40 a 60 segundos entre os dedos, palma e dorso das mãos com especial atenção para higiene das unhas e incluindo os punhos na lavagem). Caso não seja possível lavar as mãos em algumas situações, utilizar preparações alcoólicas a 70%; • Limpar e desinfetar diariamente as superfícies de toque frequente nas áreas comuns da casa (mesas, cadeiras de encosto alto, maçanetas, interruptores de luz, controles remotos, banheiros, pias, etc.); • Limpar e desinfetar com frequência as telas, em especial de telefones celulares, tablets e computadores; • Lavar objetos e brinquedos, incluindo os de pelúcia laváveis; • Evitar contato com pessoas doentes (que estejam com algum sintoma como tosse, espirros ou febre); • Manter distância de 1,5 m de outras pessoas; • Permanecer em casa o máximo possível, evitando locais públicos onde é provável o contato próximo; • Manter os ambientes bem ventilados com janelas abertas; • Ensinar as crianças a tossirem e espirrarem em um lenço de papel (o qual deve ser jogado fora após cada uso e as mãos lavadas de maneira adequada). Caso na hora da tosse ou espirro não tiver disponível um lenço de papel, tossir e espirrar no braço ou cotovelo e não nas mãos; • Orientar as crianças a evitarem tocar o rosto; • Evitar viagens.

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria – Departamento Científico de Infectologia – março de 2020


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