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Com o objetivo de estudar o ZUMBIDO para melhor atender e oferecer técnicas atuais de atendimento clínico, o Instituto Otovida realiza, desde 2017, o Grupo de Atenção e Estudo do Zumbido – formado por uma equipe multidisciplinar com fonoaudólogas, psicólogos, fisioterapeutas e médicos otorrinolaringologistas especialistas em otoneurologia.

O Instituto Otovida é um centro de referência na área da saúde auditiva, além de pioneiro no estudo do ZUMBIDO sendo o primeiro grupo do Estado de Santa Catarina – com o principal propósito de oferecer o melhor tratamento aos pacientes.

O ZUMBIDO não é um doença, é um sintoma que é comum a várias doenças ou alterações, e por isso sempre merece uma investigação de sua causa. Pode ser definido como uma percepção sonora na ausência de estímulo acústico externo. Em outras palavras é um som que é percebido, na maioria das vezes, apenas pela própria pessoa e que parece vir de uma das orelhas, de ambas as orelhas, ou simplesmente de “dentro da cabeça”. O zumbido pode ser de vários tipos. Geralmente se parece com um som contínuo, semelhante a um apito, um

grilo, uma cigarra, a um chiaço, um motor, dentre outras definições. Porém, menos comumente, pode se parecer com algo pulsátil, como o bater do coração ou o bater de asas de um inseto, por exemplo. Além disso, uma mesma pessoa pode ter zumbidos diferentes, que podem ser percebidos no mesmo local ou em locais diferentes.

Atualmente cerca de 28 milhões de brasileiros sofrem de zumbido. No mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) são 278 milhões de pessoas com o problema.

O Instituto Otovida busca diariamente a qualidade de vida dos seus pacientes e através do GAEZ estuda e trata o ZUMBIDO.

Nas próximastextos iremos conversar mais sobre os estudos realizados pelo GAEZ, assim como os melhores tratamentos.


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A audição é um dos sentidos que possibilita novos aprendizados, tranquiliza a mente e ajuda-nos a melhorar a visão de mundo, mas apesar de todas essas maravilhas, muita gente não toma os devidos cuidados para manter a sensibilidade aos sons bem apurada.

Existem várias causas da perda auditiva que atingem não só idosos, mas também jovens e adultos.

Infecções

Entre os principais problemas que levam à perda da audição, estão as infecções, como a otite. Elas podem ser causadas por bactérias ou vírus, principalmente como sintoma de outras doenças: por exemplo, uma forte gripe ou uma alergia.

Perfurações do tímpano

A perfuração do tímpano pode acontecer por meio de atitudes pouco saudáveis, entre elas, a limpeza da orelha com materiais pontiagudos, como tubo de caneta, grampo de cabelo e até hastes flexíveis. No entanto, a causa mais comum da perfuração do tímpano também é a otite média, em razão das infecções. A pessoa sente uma intensa dor e sofre com sangramentos, coceira, zumbidos, diminuição da audição e presença de secreções amarelas.

Uso indevido de tecnologias

Atualmente, ouvir músicas em volume muito alto, por meio dos fones de ouvido, é um dos principais fatores responsáveis por inúmeros problemas na audição. A orientação é sempre manter o volume em uma escala agradável – Essa é uma das principais causas da perda auditiva entre os jovens. Esse tipo de lesão causada pelo fone de ouvido provoca uma perda auditiva irreversível  e que só pode ser corrigida por meio do uso de aparelhos auditivos.

Barulho intenso no trabalho

Outra causa da perda auditiva é a exposição a barulhos intensos no ambiente de trabalho, como aqueles provenientes de máquinas, soldas, furadeiras, guitarras, baterias, baixos e afins.

É dever dos empregadores garantir que todos os profissionais tenham acesso a EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) – o protetor auricular faz parte dos EPIs. O seu formato e o tecido de silicone protegem a audição de altas intensidades sonoras e garantem o conforto do trabalhador.

Fonte: Comunicare


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As infecções respiratórias são as principais vilãs do inverno. Elas representam grande parte dos problemas que surgem nesta época.

Conheça as mais comuns:

  • Bronquite
  • Asma
  • Gripe
  • Resfriado
  • Pneumonia
  • Rinite
  • Sinusite
  • Faringite
  • Amigdalite

PREVINA-SE

  • Procure se alimentar adequadamente para manter sua imunidade elevada.
  • Beba muito líquido.
  • Evite lugares fechados e com pouca circulação de ar.
  • Lave as mãos com frequência.
  • Mantenha a casa limpa, livre de poeira, ácaros, etc..
  • Mantenha o ambiente bem umidificado.
  • Evite fumar.
  • Mantenha as vacinas em dia.

Ficou com alguma dúvida sobre as doenças mais comuns no inverno? Entre em contato com o INSTITUTO OTOVIDA e envie sua pergunta.


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A  LBI (Lei Brasileira de Inclusão), que é a Lei Federal 13.146/2015, diz que:

Art. 44. § 6º As salas de cinema devem oferecer, em todas as sessões, recursos de acessibilidade para a pessoa com deficiência.

E nem mesmo os direitos autorais podem ser utilizados como desculpa para não fornecer acessibilidade. Mas então por que as sessões já não são todas acessíveis?

Porque além dos prazos da lei, um pouco depois, no ano de 2016 foi divulgada a Normativa 128 da ANCINE (Agência Nacional do Cinema), que determina as responsabilidades e detalhes: o produtor do filme é responsável por fazer as legendas, e enviá-las ao exibidor (cinema), que deve exibir as legendas.

 

Na prática, como é essa acessibilidade?

Segundo a normativa 128 da Ancine, atualizada pela normativa 148/2019:

“Art. 3º. As salas de exibição comercial deverão dispor de tecnologia assistiva voltada à fruição dos recursos de legendagem, legendagem descritiva, audiodescrição e LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais.

1º. Os recursos de acessibilidade deverão ser providos na modalidade fechada individual.

Este trecho fala de legendagem (comum), legendagem descritiva e Libras. Ou seja, todas as opções acima devem estar disponíveis, e não apenas uma delas. A audiodescrição é para pessoas com deficiência visual.

E o que é legendagem descritiva? São aquelas legendas em que “devem ser explicitadas informações de efeitos sonoros, música, sons do ambiente, silêncios significativos”, conforme a normativa. Ou seja, quando estiver chovendo, deverá aparecer na legenda algo como: “Barulho da chuva”, quando um carro ligar, deverá aparecer “Barulho do motor”, e assim por diante.

 

E o que significa modalidade fechada individual?

Individual significa que toda essa acessibilidade será fornecida de uma maneira que seja visível apenas para quem precisa, sem impactar os outros espectadores. Modalidade fechada significa de forma que possa ser desligada ou ligada conforme necessidade. Portanto, a legenda não será na tela, para todos verem, mas sim em equipamentos que permitam a exibição individualmente.

Alguns cinemas já começaram a divulgar as tecnologias que estão utilizando, por exemplo, um dispositivo acoplado na cadeira, em que aparecem as legendas ou Libras sincronizadas com o filme, como nos exemplos abaixo:

E se for um grupo de surdos, quantos equipamentos desses a empresa deve ter?

Isso depende do número de salas do cinema (considerando cada unidade de cinema individualmente, e não a soma de todas as salas do país). Se tiver uma só sala, terá no mínimo três equipamentos, se tiver duas salas, no mínimo cinco equipamentos, e para cinco salas, nove equipamentos. A tabela completa relacionando o número de salas e o número de equipamentos está no anexo da normativa 128. Quando você for ao cinema, é só solicitar na bilheteria e indicar a acessibilidade que precisa.

 

Quando começa a valer?

A partir do dia 1º de janeiro de 2020, 100% (cem por cento) do total de salas deverá ter acessibilidade.

 

Porém…

No último dia de 2019, um dia antes de a normativa entrar em vigor, do prazo para 100% de acessibilidade. A Medida Provisória MP 917/2019 adiou por mais um ano a total adequação dos cinemas, sob a desculpa de que os cinemas não receberam as verbas para esta adequação.

Alguns cinemas já estão adaptados parcialmente, e as reações são as mais diversas. Há algumas pessoas que gostaram e se emocionaram por finalmente ir ao cinema e ter legendas. Por outro lado, há muitas que não se sentiram confortáveis e odiaram essa opção de exibição. A tecnologia utilizada pode não ser perfeita para todos, mas como está cumprindo o que determina a normativa, infelizmente não depende só do cinema para mudar.

 

A Ancine respondeu que:

A Análise de Impacto Regulatório (…) recomendou a adoção de modalidade fechada individual por entender que ela seria a que melhor conjugaria os interesses dos usuários e não usuários dos recursos de acessibilidade, além de garantir máxima inclusão. Esta máxima inclusão significa, essencialmente, a possibilidade de fruição concomitante do conteúdo audiovisual, com ou sem o auxílio de recursos de acessibilidade.

Reconhecemos que cada opção de ação traz um conjunto de trade-offs, e as tecnologias atuais para a modalidade fechada individual de fato possuem algumas desvantagens, relacionadas, por exemplo, à distância focal e ao nível de brilho gerado. Por outro lado, é a única modalidade que permite que os recursos de acessibilidade sejam disponibilizados apenas para aqueles que assim o desejarem, reduzindo o inconveniente gerado à parcela do público espectador que não empregará tais recursos.” – Ancine.

Resumindo, eles reconhecem que esse modelo tem desvantagens, mas o escolheram porque não desejam afetar o público que não precisa  da acessibilidade.

 

Por último…

A normativa sem dúvidas é um passo na direção certa, embora a forma como a acessibilidade foi determinada esteja gerando tanta polêmica. Não deixe de fazer sua parte, enviando sua opinião para a ANCINE e sugerindo melhorias. Se você já testou alguma tecnologia dessa no cinema, comente o que achou! Se não testou, que tal procurar o cinema mais próximo, que já esteja adaptado, e ter essa experiência?

Se, após o prazo, não estiverem disponíveis os recursos de acessibilidade, as penalidades vão desde advertência até multa de cem mil reais, em processo administrativo ainda a ser regulamentado. Portanto, fique de olho e denuncie se não tiver acessibilidade!

Fonte: Crônicas da Surdez – Paula Pfeifer Moreira


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Como a tecnologia está aperfeiçoando os dispositivos para superar a perda de audição. Há modelos hiperconectados, minimalistas, ultrarresistentes…

Ludwig van Beethoven (1770-1827) já estava praticamente surdo quando começou a criar, aos 48 anos, sua obra mais famosa, a Nona Sinfonia. Se existissem aparelhos auditivos na Viena do século 19, o compositor, que sofria de otosclerose, doença genética que compromete a estrutura interna do ouvido, teria conseguido trabalhar até o fim da vida.

Quase dois séculos depois, esses dispositivos eletrônicos prestam serviço a pessoas nas mais diversas faixas etárias e ocupações – de músicos a quem curte “apenas” ouvir um som. E, agora, dão um concerto de modernidade: estão cada vez menores e mais conectados, são à prova d’água e ostentam baterias de longa duração.

Não pense que é pouca gente que deve comemorar a tendência. No Brasil do século 21, algo em torno de 10 milhões de cidadãos apresentam algum grau de perda auditiva. Desse total, 2 milhões não ouvem quase nada e só se comunicam quando o interlocutor aumenta bastante o tom de voz.

A causa mais prevalente de perda auditiva é o envelhecimento. No entanto, a surdez decorrente de poluição sonora tem ocorrido em uma idade cada vez mais precoce. É isso que amplia o escopo de atuação dos aparelhos auditivos. Sempre que a perda de audição interferir na comunicação e no aprendizado, o médico deve indicar o uso de aparelhos auditivos.

O déficit auditivo tem, em geral, dois grupos de causas:

  • as congênitas, como a otosclerose de Beethoven, e
  • as ambientais, caso da idade e da exposição a barulho.

Diante de suspeitas, o conselho é fazer os exames audiológicos. O ideal é detectar o problema quanto antes. Isso não quer dizer que a deficiência vai estacionar ou regredir, mas, com o uso de uma prótese, se consegue maximizar a audição do usuário.

 

Os dispositivos modernos

É aí que entra a nova geração de aparelhos auditivos. Falamos de apetrechos que, de tão pequenos, praticamente somem na mão do usuário. De versões com baterias duradouras. De modelos que se conectam à internet e a outras plataformas.

O futuro já começou nesse mercado que, só nos Estados Unidos, tende a crescer 5% ao ano – algo que deve ecoar no Brasil. O tamanho do aparelho ainda é o maior atrativo para quem sofre de perda auditiva. Quanto menor, melhor para o paciente.

O segredo está nas baterias de íons de lítio, semelhantes às usadas em celulares. O fato de o indivíduo não precisar manusear baterias microscópicas encoraja muitos deles, principalmente os mais idosos, a aderir ao uso.

Há ainda modelos que permitem fazer mergulhos de até 1 metro de profundidade durante 30 minutos. E detalhe: ouvindo música durante o nado.

De fato, por mais arrojados que sejam os novos modelos, a relutância em usá-los ainda é grande. Para muitos, aparelho auditivo é sinônimo de velhice ou, pior, surdez. E nem adianta argumentar que pessoas usam óculos de grau e, nem por isso, são chamadas de cegas. Puro preconceito ou falta de informação, né?

Essa rejeição costuma ser natural no início, mas depois que é explicado que o aparelho vai ajudar a recuperar a habilidade de ouvir e interagir, as pessoas tendem a perder o preconceito.

Em nome da discrição, porém, empresas já vêm bolando aparelhinhos totalmente internos – ao contrário das versões tradicionais, esses dependem de um procedimento para a instalação. No Brasil, 35 pacientes, com graus de deficiência de leve a severa, já se submeteram à técnica que consiste em implantar um dispositivo de 3,5 milímetros de espessura dentro do ouvido. A exemplo dos modelos convencionais, ele amplifica o som que chega ao ouvido. Só que fica debaixo da pele e ninguém vê.

O fim do silêncio

Apesar da eficácia nos casos de déficit leve ou moderado, há situações que os aparatos de última geração não resolvem. Quando a perda auditiva é profunda, por exemplo, não raro a solução recai no implante coclear. Nessa intervenção, eletrodos fazem as vezes da cóclea, lá dentro da orelha. A técnica é indicada nos graus severo e profundo ou quando os aparelhos já não oferecem benefício.

 

Perda auditiva não escolhe idade

Na infância, ela pode ser causada por infecções, lesões na cabeça ou remédios tóxicos ao ouvido. O tratamento deve ocorrer logo após o diagnóstico. Caso contrário, ocorrem prejuízos ao córtex auditivo.

Ainda que isso aconteça, felizmente existe um número expressivo de aparelhos para os pequenos. Uns com luzes que indicam falta de bateria, outros com presilhas que evitam a perda da prótese. Porém as crianças precisam de uma equipe bem treinada para ajudá-las a se adaptar ao dispositivo.

 

Os graus da perda de audição

Leve: a pessoa até interage em um bate-papo entre amigos, mas tem dificuldade para decifrar cochichos, por exemplo.

Moderada: não se consegue falar ao telefone ou assistir à televisão sem aumentar o volume do aparelho.

Severa: é impossível manter uma conversa em tom normal (60 dB). O indivíduo só consegue escutar ou se faz entender em volume bem alto.

Profunda: a pessoa escuta apenas ruídos estridentes como os de buzina, de britadeira ou aparelho de MP3 no volume máximo (entre 110 e 130 dB).

FONTE: Revista Saúde


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O aparelho auditivo, também chamado de prótese auditiva, é um pequeno dispositivo eletrônico que deve ser colocado diretamente no ouvido para ajudar a amplificar as ondas sonoras, facilitando a audição de pessoas que tiveram perda.

Os aparelhos auditivos são indicados para quem percebeu que vem ouvindo menos. Isso pode acontecer devido à exposição a sons muito altos por tempo prolongado, ruídos, zumbidos, envelhecimento ou por causa de doenças.

Para o funcionamento do aparelho auditivo ele contém: microfone, amplificador, receptor, bateria, adaptadores e o chip de processamento sonoro.

O microfone é necessário para captar o som, o amplificador para ampliar as ondas sonoras, o receptor é responsável por enviar o som amplificado para o ouvido e as baterias devem ser trocadas de 5 a 15 dias, a troca varia da marca do aparelho e da bateria, na maioria dos casos o aparelho indica quando a bateria está fraca, dando um sinal sonoro.

O som enviado pelo aparelho é recebido pela cóclea,que fica no ouvido interno. Depois é passado ao nervo acústico do cérebro.

Existem diversos modelos de aparelhos, eles variam tanto no tamanho como no tipo de cada amplificação. Os modelos são indicados de acordo com a necessidade auditiva de cada paciente.

Dentre estes modelos temos Receptor no canal (RIC), Retroauricular (BTE), Intracanal, Micro canal (CIC) e Invisível no Canal. (IIC).

Os aparelhos podem ter diferenças na qualidade sonora, quando captam os sons e na clareza da fala. Quanto mais alta a qualidade do aparelho auditivo, mais natural será a vivência auditiva do paciente.

Com o avanço dos aparelhos nos último anos, já se encontram aparelhos auditivos com tecnologia bem avançada trazendo conectividade com smartphones, telefone fixo, televisão e outros dispositivos eletrônicos.

Ao manusear o aparelho auditivo deve-se tomar muito cuidado, pois o aparelho é um dispositivo frágil e pode danificar facilmente.

É importante levar o aparelho para uma revisão e manutenção sempre que não estiver funcionando corretamente e também, é recomendável tirar sempre que tomar banho, praticar exercícios físicos e dormir.


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A Dificuldade de ouvir o que as pessoas falam, a falta de compreensão, entre outras barreiras na comunicação afastam as pessoas do convívio diário e pode se tornar um problema ainda maior, até mesmo atingir o psicológico da pessoa, prejudicando sua qualidade de vida e de seus familiares, podendo até levar a um declínio cognitivo.

Há casos em que as pessoas, depois de muitos anos sem ouvir direito, quando procuram ajuda já estão em depressão profunda. A perda auditiva gera um grande isolamento social, além da diminuição significativa das atividades cerebrais, comprometendo a atenção, o entendimento de fala, a memória e ainda facilitando o aparecimento das demências.

Ao sentir alguma dificuldade em ouvir, deve-se procurar um médico para avaliar a perda auditiva, em muitos casos é indicado o uso de aparelhos auditivos.


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Crianças estão sempre testando limites, portanto alguns comportamentos são bastante comuns na fase de desenvolvimento e aprendizado. Engolir itens pequenos ou enfiar objetos nas cavidades como nariz e ouvido são incidentes corriqueiros para alguns pais. Nesses casos, a recomendação é levá-los ao pronto atendimento para evitar maiores danos.

Segundo especialistas da Universidade de São Paulo (USP), o ouvido direito é o preferido das crianças, que costumam colocar, especialmente, pedras, grãos de milho e feijão, algodão, brincos, tarraxas e pilhas. A idade mais comum para esse tipo de incidente é aos 5 anos e que os meninos são mais “curiosos”, cerca que 70% de incidentes assim acontecem com eles.

Esse tipo de situação é grave, porque pode levar a perfuração da membrana timpânica, infecção de ouvido, dor e até surdez. Os especialistas reforçam que os pais devem ficar atentos caso a criança leve a mão ao ouvido com frequência, tente coçar ou retirar o objeto com o dedo ou comece a se queixar de dor de ouvido. Dependendo do grau da inflamação, pode ocorrer febre.

A retirada do objeto exige muito cuidado, pois o canal auditivo é estreito e existe pouco espaço para o instrumental e o corpo estranho e, muitas vezes, a retirada precisa ser feita depois de sedação em um centro cirúrgico.

TODO CUIDADO É POUCO

Se você é pai ou mãe sabe que com criança em casa a atenção deve ser redobrada. Isso porque os pequenos curiosos querem testar de tudo, desde a mão na tomada até o interesse em descobrir o que acontece se aquela mãozinha se encostar na chama acesa do fogão.

No entanto, não são apenas esses episódios que deixam os pais de cabelos em pé: pequenos objetos podem ser colocados no ouvido, por exemplo, entre uma brincadeira e outra. Além disso, insetos também podem entrar (esses, sem muito controle!) e decidir fazer morada lá.

Um estudo publicado na Revista Brasileira de Otorrinolaringologia em janeiro de 2008 analisou 1356 pacientes atendidos no hospital Souza Aguiar, no Rio de Janeiro, do ano de 1992 a 2000. O objeto mais frequente colocado no ouvido foi o feijão, mais comum na idade de 1 a 4 anos. Dentre os insetos, o mais comum foi a barata, seguida de larva de mosca.

Por isso, todo cuidado é pouco. Muitas vezes os pais nem percebem, e só vão notar na hora em que a criança está com algum desconforto no ouvido. Segundo os especialistas, a criança com corpo estranho no ouvido pode inicialmente não sentir dor, mas apresentará surdez súbita e unilateral, zumbido e, com o passar do tempo, dor.
Pode haver, também, sangramento e até mesmo edema e secreção purulenta no conduto auditivo externo.

PROCURE AJUDA MÉDICA

Segundo especialistas, esses objetos podem perfurar o tímpano e causar perda auditiva irreversível. Por isso, se o objeto entrar no ouvido, a orientação é não utilizar nada que o empurre mais para dentro, como cotonete, por exemplo. Caso entre algum objeto estranho no ouvido da criança ou de qualquer pessoa, é preciso procurar um otorrinolaringologista o mais rápido possível.


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O envelhecimento é uma das principais causas da deficiência auditiva. Com o passar dos anos, há uma degeneração natural das estruturas responsáveis pela audição, levando muitas pessoas a apresentarem, gradualmente, algum nível de perda auditiva.

Na maioria dos casos, os idosos demoram muito – em média 7 anos – para perceber que estão com alguma deficiência em sua audição. Além disso, custam a procurar um médico. Como consequência, essa perda provoca uma série de prejuízos para o seu dia-a-dia.

O uso do aparelho auditivo, portanto, é fundamental para aumentar a qualidade de vida dos idosos. Entenda, a seguir, a importância do seu uso.

Benefícios do aparelho auditivo

O uso do aparelho auditivo traz inúmeros benefícios para os idosos, melhorando seu convívio social, seu lazer e suas atividades de rotina. Trouxemos alguns de seus principais benefícios. Confira

Melhoria na comunicação

O ouvido que não escuta direito passa a não mandar as mensagens corretamente para o sistema nervoso. Assim, além de não escutar bem, o idoso passa a ter dificuldades para entender corretamente as palavras, o que atrapalha a sua comunicação com as pessoas a sua volta.

Portanto, um dos benefícios mais importantes da utilização do aparelho auditivo é a melhoria da capacidade de comunicação do usuário. Utilizando o aparelho, o idoso passa a não precisar mais ficar pedindo a seus amigos e familiares para repetirem o que disseram. O diálogo se torna muito mais fluido e agradável.

Melhoria na percepção sonora

Outro benefício da utilização do aparelho auditivo é a melhoria da percepção sonora dos idosos. Facilita não apenas a localização da fonte sonora, ou seja, a identificação da direção de onde está vindo o barulho, como também o entendimento da fala, ainda que na presença de outros ruídos.

Em consequência, o idoso consegue se orientar melhor através dos sons, o que aumenta a sua sensação de segurança – principalmente em locais públicos, já que passa a ser capaz de perceber mais facilmente a aproximação de um carro, por exemplo.

O uso do aparelho auditivo também aumenta significativamente o bem-estar e a qualidade do lazer do idoso. Possibilita que ele consiga se comunicar melhor em ambientes mais barulhentos, como uma mesa de restaurante. Permite ouvir com mais clareza uma música; lhe devolve até mesmo a capacidade de escutar sons comuns do dia-a-dia – como o canto dos pássaros – que, com o avançar da idade, não conseguia mais escutar.

Melhoria na interação familiar

É muito comum que o idoso que não consegue compreender bem o que as outras pessoas falam passe a evitar o diálogo, visto que já sabe que não vai conseguir se comunicar adequadamente.

Por conta disso, muitos passam a se afastar do convívio com seus amigos e familiares, o que pode causar isolamento, depressão e até mesmo outros problemas psicológicos e sociais.

Como o aparelho auditivo melhora a sua capacidade de comunicação, o idoso volta a interagir e a conviver com as outras pessoas. Volta a participar de atividades de grupo e a utilizar o telefone, o que aumenta sua qualidade de vida e sua socialização.

Melhoria da capacidade cognitiva

Idosos que apresentam um grau mais elevado de deficiência auditiva geralmente têm maior risco de desenvolver problemas cognitivos. Nesse cenário, o uso do aparelho auditivo reduz a chance da instalação de dificuldades cognitivas como demência e doença de Alzheimer, entre outras.

Além dos benefícios já citados, o uso do aparelho auditivo traz ainda vantagens adicionais, como o aumento da expectativa de vida e da independência do idoso. Promove também uma melhora da sua concentração e o aumento de seu bem-estar físico.

Viu só como o uso do aparelho auditivo pode aumentar consideravelmente a qualidade de vida dos idosos? Você está precisando deste dispositivo ou tem algum familiar que necessita utilizá-lo? Dê o primeiro passo. Agende uma triagem – o Instituto Otovida possui atendimento com uma abordagem integrada de profissionais nas áreas de fonoaudiologia, psicologia, serviço social e médicos otorrinolaringologistas e oferece os melhores tratamentos e resultados.


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A surdez congênita é um tipo de surdez caracterizada por estar presente desde o nascimento, podendo ser de origem genética ou outros fatores como doenças da mãe na gravidez (como rubéola, sarampo, varicela, diabetes e alcoolismo), uso inadequado de medicamentos, complicações de parto (nascimento prematuro, falta de oxigênio) ou infecções.

O Instituto Britânico de Pesquisas Auditivas registra que quatro em cada 1000 crianças sofrem desse tipo de surdez. Ela pode surgir como um sintoma inicial ou tardio de mais de 400 síndromes, sendo mais de 50% dos casos de origem genética, com herança autossômica recessiva (dois genes com defeito, um do pai e outro da mãe) ou dominante, ligada ao cromossomo X ou mutações no DNA mitocondrial.

Para diagnosticar a deficiência e saber a origem das alterações genéticas, o LIG Diagnósticos Especializados oferece a análise dos genes COCH, GJB2, GJB2 (Conexina26), GJB3, GJB6, MYH9, OTOF, POU3F4, SIX1, TMPRSS3, WFS1, além dos painéis 123, 124, 125 e 126, e se há mutação A1555G em DNA Mitocondrial.

As técnicas mais utilizadas são de Sequenciamento e Microarray, sendo possível cobrir 310 mutações pontuais nos principais 31 genes associados à surdez congênita sindrômica e não-sindrômica.

O aconselhamento e os resultados ajudam na intervenção médica precoce, principalmente na fase pré-lingual da criança (quando a surdez ocorre antes da aquisição da linguagem oral), aumentando as chances de sucesso na escolha da terapia e dos planos de reabilitação mais adequados.

 

COMO É REALIZADO O SEQUENCIAMENTO GENÉTICO:

O nosso DNA possui aproximadamente 20.000 genes em tamanhos diferentes. Cada gene é formado por quatro bases nitrogenadas chamadas de adenina, citosina, guanina e timina e que são representadas, respectivamente, pelas letras A, C, G, T. Há cerca de três bilhões dessas letras em todo o nosso genoma. A técnica de sequenciamento genético é realizada quando o médico geneticista suspeita de uma doença específica e realiza o sequenciamento relacionado com a enfermidade.

Por exemplo, quando um paciente, clinicamente, apresenta fibrose cística. Essa doença é caracterizada por afetar a produção de muco, principalmente nos pulmões e pâncreas, podendo causar infecções de repetição, baixo ganho de peso e alterações nas enzimas pancreáticas. Para descobrir a alteração genética específica, ou seja, a troca de uma ou mais letras no DNA, o médico geneticista solicita o sequenciamento do gene CFTR, relacionado à fibrose cística.

Para realizar o sequenciamento é necessário coletar o sangue periférico do paciente, que circula pelo corpo. No laboratório, as células brancas (leucócitos) são separadas da amostra coletada. Após essa separação, é extraído, processado e armazenado o DNA que está presente nessas células. A esse DNA são adicionados reagentes que se ligam especificamente a cada uma das letras A,T,C e G da região do gene, que é amplificada milhares de vezes para facilitar o sequenciamento. Essa amplificação ocorre através da técnica chamada Reação em Cadeia da Polimerase (PCR).

Após a amplificação a amostra é levada ao sequenciador automático, que “lê” letra por letra e compara com uma base de dados para saber o que está igual ou diferente no DNA. Há alterações que não causam doenças e outras que ainda não temos dados seguros para afirmar se são ou não causadoras. Por isso a importância do trabalho do médico geneticista, que deve ser consultado antes e depois da realização do exame. O tempo para obter a resposta de um exame desse tipo dependerá do tamanho do gene que será estudado. Apesar da extração do DNA, e o preparo da amostra levar algumas horas, o sequenciamento de um gene pode durar alguns dias.


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Responsável Técnica: Fabiana Scarton – CRM-SC 13311

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