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Como a tecnologia está aperfeiçoando os dispositivos para superar a perda de audição. Há modelos hiperconectados, minimalistas, ultrarresistentes…

Ludwig van Beethoven (1770-1827) já estava praticamente surdo quando começou a criar, aos 48 anos, sua obra mais famosa, a Nona Sinfonia. Se existissem aparelhos auditivos na Viena do século 19, o compositor, que sofria de otosclerose, doença genética que compromete a estrutura interna do ouvido, teria conseguido trabalhar até o fim da vida.

Quase dois séculos depois, esses dispositivos eletrônicos prestam serviço a pessoas nas mais diversas faixas etárias e ocupações – de músicos a quem curte “apenas” ouvir um som. E, agora, dão um concerto de modernidade: estão cada vez menores e mais conectados, são à prova d’água e ostentam baterias de longa duração.

Não pense que é pouca gente que deve comemorar a tendência. No Brasil do século 21, algo em torno de 10 milhões de cidadãos apresentam algum grau de perda auditiva. Desse total, 2 milhões não ouvem quase nada e só se comunicam quando o interlocutor aumenta bastante o tom de voz.

A causa mais prevalente de perda auditiva é o envelhecimento. No entanto, a surdez decorrente de poluição sonora tem ocorrido em uma idade cada vez mais precoce. É isso que amplia o escopo de atuação dos aparelhos auditivos. Sempre que a perda de audição interferir na comunicação e no aprendizado, o médico deve indicar o uso de aparelhos auditivos.

O déficit auditivo tem, em geral, dois grupos de causas:

  • as congênitas, como a otosclerose de Beethoven, e
  • as ambientais, caso da idade e da exposição a barulho.

Diante de suspeitas, o conselho é fazer os exames audiológicos. O ideal é detectar o problema quanto antes. Isso não quer dizer que a deficiência vai estacionar ou regredir, mas, com o uso de uma prótese, se consegue maximizar a audição do usuário.

 

Os dispositivos modernos

É aí que entra a nova geração de aparelhos auditivos. Falamos de apetrechos que, de tão pequenos, praticamente somem na mão do usuário. De versões com baterias duradouras. De modelos que se conectam à internet e a outras plataformas.

O futuro já começou nesse mercado que, só nos Estados Unidos, tende a crescer 5% ao ano – algo que deve ecoar no Brasil. O tamanho do aparelho ainda é o maior atrativo para quem sofre de perda auditiva. Quanto menor, melhor para o paciente.

O segredo está nas baterias de íons de lítio, semelhantes às usadas em celulares. O fato de o indivíduo não precisar manusear baterias microscópicas encoraja muitos deles, principalmente os mais idosos, a aderir ao uso.

Há ainda modelos que permitem fazer mergulhos de até 1 metro de profundidade durante 30 minutos. E detalhe: ouvindo música durante o nado.

De fato, por mais arrojados que sejam os novos modelos, a relutância em usá-los ainda é grande. Para muitos, aparelho auditivo é sinônimo de velhice ou, pior, surdez. E nem adianta argumentar que pessoas usam óculos de grau e, nem por isso, são chamadas de cegas. Puro preconceito ou falta de informação, né?

Essa rejeição costuma ser natural no início, mas depois que é explicado que o aparelho vai ajudar a recuperar a habilidade de ouvir e interagir, as pessoas tendem a perder o preconceito.

Em nome da discrição, porém, empresas já vêm bolando aparelhinhos totalmente internos – ao contrário das versões tradicionais, esses dependem de um procedimento para a instalação. No Brasil, 35 pacientes, com graus de deficiência de leve a severa, já se submeteram à técnica que consiste em implantar um dispositivo de 3,5 milímetros de espessura dentro do ouvido. A exemplo dos modelos convencionais, ele amplifica o som que chega ao ouvido. Só que fica debaixo da pele e ninguém vê.

O fim do silêncio

Apesar da eficácia nos casos de déficit leve ou moderado, há situações que os aparatos de última geração não resolvem. Quando a perda auditiva é profunda, por exemplo, não raro a solução recai no implante coclear. Nessa intervenção, eletrodos fazem as vezes da cóclea, lá dentro da orelha. A técnica é indicada nos graus severo e profundo ou quando os aparelhos já não oferecem benefício.

 

Perda auditiva não escolhe idade

Na infância, ela pode ser causada por infecções, lesões na cabeça ou remédios tóxicos ao ouvido. O tratamento deve ocorrer logo após o diagnóstico. Caso contrário, ocorrem prejuízos ao córtex auditivo.

Ainda que isso aconteça, felizmente existe um número expressivo de aparelhos para os pequenos. Uns com luzes que indicam falta de bateria, outros com presilhas que evitam a perda da prótese. Porém as crianças precisam de uma equipe bem treinada para ajudá-las a se adaptar ao dispositivo.

 

Os graus da perda de audição

Leve: a pessoa até interage em um bate-papo entre amigos, mas tem dificuldade para decifrar cochichos, por exemplo.

Moderada: não se consegue falar ao telefone ou assistir à televisão sem aumentar o volume do aparelho.

Severa: é impossível manter uma conversa em tom normal (60 dB). O indivíduo só consegue escutar ou se faz entender em volume bem alto.

Profunda: a pessoa escuta apenas ruídos estridentes como os de buzina, de britadeira ou aparelho de MP3 no volume máximo (entre 110 e 130 dB).

FONTE: Revista Saúde


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O aparelho auditivo, também chamado de prótese auditiva, é um pequeno dispositivo eletrônico que deve ser colocado diretamente no ouvido para ajudar a amplificar as ondas sonoras, facilitando a audição de pessoas que tiveram perda.

Os aparelhos auditivos são indicados para quem percebeu que vem ouvindo menos. Isso pode acontecer devido à exposição a sons muito altos por tempo prolongado, ruídos, zumbidos, envelhecimento ou por causa de doenças.

Para o funcionamento do aparelho auditivo ele contém: microfone, amplificador, receptor, bateria, adaptadores e o chip de processamento sonoro.

O microfone é necessário para captar o som, o amplificador para ampliar as ondas sonoras, o receptor é responsável por enviar o som amplificado para o ouvido e as baterias devem ser trocadas de 5 a 15 dias, a troca varia da marca do aparelho e da bateria, na maioria dos casos o aparelho indica quando a bateria está fraca, dando um sinal sonoro.

O som enviado pelo aparelho é recebido pela cóclea,que fica no ouvido interno. Depois é passado ao nervo acústico do cérebro.

Existem diversos modelos de aparelhos, eles variam tanto no tamanho como no tipo de cada amplificação. Os modelos são indicados de acordo com a necessidade auditiva de cada paciente.

Dentre estes modelos temos Receptor no canal (RIC), Retroauricular (BTE), Intracanal, Micro canal (CIC) e Invisível no Canal. (IIC).

Os aparelhos podem ter diferenças na qualidade sonora, quando captam os sons e na clareza da fala. Quanto mais alta a qualidade do aparelho auditivo, mais natural será a vivência auditiva do paciente.

Com o avanço dos aparelhos nos último anos, já se encontram aparelhos auditivos com tecnologia bem avançada trazendo conectividade com smartphones, telefone fixo, televisão e outros dispositivos eletrônicos.

Ao manusear o aparelho auditivo deve-se tomar muito cuidado, pois o aparelho é um dispositivo frágil e pode danificar facilmente.

É importante levar o aparelho para uma revisão e manutenção sempre que não estiver funcionando corretamente e também, é recomendável tirar sempre que tomar banho, praticar exercícios físicos e dormir.


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Crianças estão sempre testando limites, portanto alguns comportamentos são bastante comuns na fase de desenvolvimento e aprendizado. Engolir itens pequenos ou enfiar objetos nas cavidades como nariz e ouvido são incidentes corriqueiros para alguns pais. Nesses casos, a recomendação é levá-los ao pronto atendimento para evitar maiores danos.

Segundo especialistas da Universidade de São Paulo (USP), o ouvido direito é o preferido das crianças, que costumam colocar, especialmente, pedras, grãos de milho e feijão, algodão, brincos, tarraxas e pilhas. A idade mais comum para esse tipo de incidente é aos 5 anos e que os meninos são mais “curiosos”, cerca que 70% de incidentes assim acontecem com eles.

Esse tipo de situação é grave, porque pode levar a perfuração da membrana timpânica, infecção de ouvido, dor e até surdez. Os especialistas reforçam que os pais devem ficar atentos caso a criança leve a mão ao ouvido com frequência, tente coçar ou retirar o objeto com o dedo ou comece a se queixar de dor de ouvido. Dependendo do grau da inflamação, pode ocorrer febre.

A retirada do objeto exige muito cuidado, pois o canal auditivo é estreito e existe pouco espaço para o instrumental e o corpo estranho e, muitas vezes, a retirada precisa ser feita depois de sedação em um centro cirúrgico.

TODO CUIDADO É POUCO

Se você é pai ou mãe sabe que com criança em casa a atenção deve ser redobrada. Isso porque os pequenos curiosos querem testar de tudo, desde a mão na tomada até o interesse em descobrir o que acontece se aquela mãozinha se encostar na chama acesa do fogão.

No entanto, não são apenas esses episódios que deixam os pais de cabelos em pé: pequenos objetos podem ser colocados no ouvido, por exemplo, entre uma brincadeira e outra. Além disso, insetos também podem entrar (esses, sem muito controle!) e decidir fazer morada lá.

Um estudo publicado na Revista Brasileira de Otorrinolaringologia em janeiro de 2008 analisou 1356 pacientes atendidos no hospital Souza Aguiar, no Rio de Janeiro, do ano de 1992 a 2000. O objeto mais frequente colocado no ouvido foi o feijão, mais comum na idade de 1 a 4 anos. Dentre os insetos, o mais comum foi a barata, seguida de larva de mosca.

Por isso, todo cuidado é pouco. Muitas vezes os pais nem percebem, e só vão notar na hora em que a criança está com algum desconforto no ouvido. Segundo os especialistas, a criança com corpo estranho no ouvido pode inicialmente não sentir dor, mas apresentará surdez súbita e unilateral, zumbido e, com o passar do tempo, dor.
Pode haver, também, sangramento e até mesmo edema e secreção purulenta no conduto auditivo externo.

PROCURE AJUDA MÉDICA

Segundo especialistas, esses objetos podem perfurar o tímpano e causar perda auditiva irreversível. Por isso, se o objeto entrar no ouvido, a orientação é não utilizar nada que o empurre mais para dentro, como cotonete, por exemplo. Caso entre algum objeto estranho no ouvido da criança ou de qualquer pessoa, é preciso procurar um otorrinolaringologista o mais rápido possível.


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Depois de tomar um banho de mar, piscina ou uma simples chuveirada, quem nunca teve aquela sensação chata e irritante de água acumulada no ouvido – além do grande incômodo, pode ser indício de algum problema
A dor de ouvido após contato com água pode significar o início de uma infecção local – alertam os otorrinolaringologistas do Instituto Otovida. É importante lembrar que é recomendável o uso de analgésico para aliviar a dor, mas nunca fazer uso de solução caseira no ouvido, pois pode piorar o quadro.
Esse tipo de otite se chama otite externa, pois o contato com água ocorre associado às altas temperaturas. Aumenta a umidade local, removendo a barreira de proteção da pele, permitindo a entrada de agentes infecciosos, assim é comum o aumento dos casos no verão.
Os casos de otite externa se apresentam com dor, coceira, sensação de ouvido tampado, diminuição da audição e, por vezes, presença de secreção. Se a pessoa reclama de água no ouvido e dor, procure um médico especializado.

Água Doce

O incômodo, o abafamento e a dor podem ser ainda maiores se a água for doce – de rio ou lagoa. Isso porque é onde se proliferam as bactérias Pseudomonas, um dos micro-organismos causadores da otite. Mais de 70% das infecções são por exposição à água, que empurra a cera pelo canal auditivo. Se a água estiver contaminada, pior ainda, pois ela tira a proteção natural que é a membrana do tímpano.
Dicas dos nossos Otorrinolaringologistas:
* Evite manipular o ouvido com hastes flexíveis;
* Seque o conduto auditivo após o contato excessivo com a água;
* Use protetor auricular ao nadar;
* Evite a automedicação. O uso de medicações caseiras ou apenas de anti-inflamatórios pode acarretar a piora da infecção local e sua extensão para toda a orelha;
* O tratamento correto é baseado em uso de gotas otológicas tópicas. As gotas otológicas são medicações que contém antibióticos não podendo ser compradas sem receita. Durante o tratamento, evite o contato com a água e manipulação da orelha.

Fatos sobre as otites

* Oito em cada 10 crianças têm algum episódio de dor de ouvido até os 6 anos de idade;
* As crianças, por suas características anatômicas, têm um risco maior do que os adultos de desenvolverem otites;
* A natação é uma das atividades físicas mais comuns na infância e pode estar relacionada a um aumento na incidência de otites externas.

Dor de Ouvido

É comum vermos os termos “dor de ouvido” e “otite” usados como sinônimos, mas é importante entendermos a diferença entre eles. Enquanto dor de ouvido (otalgia) é o sintoma que leva alguém a procurar atendimento, otite se refere a um processo inflamatório do ouvido e pode ser de dois tipos: otite externa e otite média.

OTITE EXTERNA é a inflamação do canal auditivo, que começa no orifício visível da orelha e termina cerca de dois centímetros para dentro. Esse é o tipo de otite mais comum nos meses quentes de verão, devido aos banhos de mar e piscina. A otite externa é uma inflamação da pele que reveste as paredes desse canal. Uma das causas mais comuns para essa inflamação é o excesso de água ou umidade acumulada. Outra causa costuma ser o mal hábito de se introduzir instrumentos de qualquer tipo para limpeza dos ouvidos.
OTITE MÉDIA é uma inflamação mais profunda e sem relação com a entrada de água nos ouvidos. Neste caso, a parte inflamada é interna ao tímpano, numa cavidade protegida da entrada de água. A otite média não tem relação com a entrada de água e normalmente é causada por inflamações do nariz e da garganta, causadas por alergias, refluxo gastresofágico, vírus e bactérias. Devido a maior incidência de gripes e resfriados no inverno, a otite média é mais comum nos meses mais frios do ano.

Prevenção das Otites Externas

* Tendo o diagnóstico de otite externa, não se deve praticar natação ou deixar cair água dentro do canal auditivo durante o tratamento. Em crianças pequenas, mesmo o banho deve ser dado com atenção. Pode ser indicado usar algum tampão auditivo ou um algodão embebido em substância oleosa para vedar o ouvido durante o banho.
* Crianças com otites externas repetidas devem tomar mais cuidado e devem secar as orelhas. O importante é que o ouvido fique seco por dentro. O maior problema não é a água que entra nos ouvidos, mas a água que fica lá por um tempo longo, criando condições ideais para o desenvolvimento de bactérias ou fungos.
* Não introduza nenhum instrumento para limpar ou coçar o interior dos ouvidos. Além do risco de lesar a pele, a remoção da camada de sobre a mesma, deixa-a desprotegida e mais propensa a se infectar quando em contato com a água.

Prevenção

Como prevenção, é indicada ida a um médico antes de uma temporada na praia ou na piscina. Ele pode sugerir o uso de protetores, dependendo de cada caso. E não se deve esperar muito para marcar a consulta, pois o que começa com uma simples umidade pode terminar em infecção. Isso ocorre porque a cera deixa o pH do ouvido ácido, e a água o torna mais alcalino, criando um ambiente favorável à entrada de bactérias.


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A surdez congênita é um tipo de surdez caracterizada por estar presente desde o nascimento, podendo ser de origem genética ou outros fatores como doenças da mãe na gravidez (como rubéola, sarampo, varicela, diabetes e alcoolismo), uso inadequado de medicamentos, complicações de parto (nascimento prematuro, falta de oxigênio) ou infecções.

O Instituto Britânico de Pesquisas Auditivas registra que quatro em cada 1000 crianças sofrem desse tipo de surdez. Ela pode surgir como um sintoma inicial ou tardio de mais de 400 síndromes, sendo mais de 50% dos casos de origem genética, com herança autossômica recessiva (dois genes com defeito, um do pai e outro da mãe) ou dominante, ligada ao cromossomo X ou mutações no DNA mitocondrial.

Para diagnosticar a deficiência e saber a origem das alterações genéticas, o LIG Diagnósticos Especializados oferece a análise dos genes COCH, GJB2, GJB2 (Conexina26), GJB3, GJB6, MYH9, OTOF, POU3F4, SIX1, TMPRSS3, WFS1, além dos painéis 123, 124, 125 e 126, e se há mutação A1555G em DNA Mitocondrial.

As técnicas mais utilizadas são de Sequenciamento e Microarray, sendo possível cobrir 310 mutações pontuais nos principais 31 genes associados à surdez congênita sindrômica e não-sindrômica.

O aconselhamento e os resultados ajudam na intervenção médica precoce, principalmente na fase pré-lingual da criança (quando a surdez ocorre antes da aquisição da linguagem oral), aumentando as chances de sucesso na escolha da terapia e dos planos de reabilitação mais adequados.

 

COMO É REALIZADO O SEQUENCIAMENTO GENÉTICO:

O nosso DNA possui aproximadamente 20.000 genes em tamanhos diferentes. Cada gene é formado por quatro bases nitrogenadas chamadas de adenina, citosina, guanina e timina e que são representadas, respectivamente, pelas letras A, C, G, T. Há cerca de três bilhões dessas letras em todo o nosso genoma. A técnica de sequenciamento genético é realizada quando o médico geneticista suspeita de uma doença específica e realiza o sequenciamento relacionado com a enfermidade.

Por exemplo, quando um paciente, clinicamente, apresenta fibrose cística. Essa doença é caracterizada por afetar a produção de muco, principalmente nos pulmões e pâncreas, podendo causar infecções de repetição, baixo ganho de peso e alterações nas enzimas pancreáticas. Para descobrir a alteração genética específica, ou seja, a troca de uma ou mais letras no DNA, o médico geneticista solicita o sequenciamento do gene CFTR, relacionado à fibrose cística.

Para realizar o sequenciamento é necessário coletar o sangue periférico do paciente, que circula pelo corpo. No laboratório, as células brancas (leucócitos) são separadas da amostra coletada. Após essa separação, é extraído, processado e armazenado o DNA que está presente nessas células. A esse DNA são adicionados reagentes que se ligam especificamente a cada uma das letras A,T,C e G da região do gene, que é amplificada milhares de vezes para facilitar o sequenciamento. Essa amplificação ocorre através da técnica chamada Reação em Cadeia da Polimerase (PCR).

Após a amplificação a amostra é levada ao sequenciador automático, que “lê” letra por letra e compara com uma base de dados para saber o que está igual ou diferente no DNA. Há alterações que não causam doenças e outras que ainda não temos dados seguros para afirmar se são ou não causadoras. Por isso a importância do trabalho do médico geneticista, que deve ser consultado antes e depois da realização do exame. O tempo para obter a resposta de um exame desse tipo dependerá do tamanho do gene que será estudado. Apesar da extração do DNA, e o preparo da amostra levar algumas horas, o sequenciamento de um gene pode durar alguns dias.


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O ouvido humano também tem os seus limites. Um único som acima do limite aceitável pode danificar de forma irreversível a sua audição. Por isso, é importante estar atento. A poluição sonora, shows, trio-elétricos, estampidos ou trabalhar em locais excessivamente ruídos podem expor as pessoas a riscos auditivos desnecessários.

Uma questão de saúde pública

A perda auditiva é considerada um problema de saúde pública. De acordo com o último censo (2000) realizado no Brasil pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 24,5 milhões de pessoas são portadoras de algum tipo de deficiência, o que corresponde a 14,5% da população brasileira. Dessas, 5,7 milhões possuem dificiência auditiva.

A desinformação é um dos fatores que contribuem para o aumento dos problemas auditivos. O brasileiro ainda não se acostumou com uma cultura de prevenção e muitas vezes expõe a sua audição a riscos desnecessários.

A surdez pode se desenvolver de diversas maneiras. Quando genética, pode ser detectada nos primeiros dias de vida e tratada com sucesso. Na terceira idade, quando ocorre um processo natural de envelhecimento dos órgãos, buscando tratamento, é possível conviver normalmente com o problema, sem comprometer a qualidade de vida. Na fase adulta, a pessoa deve evitar se expor a ruídos, principalmente no trabalho, pois assim diminuirá futuros problemas.

Jovens: um grupo de risco

Os jovens estão entre os grupos mais desinformados. Todos os anos, milhares de adolescentes apresentam alguma perda de audição, seja por ouvir música excessivamente alta em concertos de rock ou no automóvel, pelo uso inadequado de walkman (um dos grandes vilões da surdez juvenil) ou por passar o carnaval bem perto daquelas caixas de som superpotentes dos clubes e trio-elétricos, que chegam a atingir intensidades sonoras da ordem de 120 dB NA (perto do limiar da dor!).

Poucos, entre eles, sabem que uma pessoa não pode permanecer em um ambiente com atividade sonora de 85 dB NA de intensidade por mais de oito horas. Esse tempo cai para quatro horas em lugares com 90 dB NA; duas horas em locais com 95 dB NA; uma hora aonde a intensidade chega a 100 dB NA.

Poluição sonora

A poluição sonora é a terceira maior do planeta, só perde para água e o ar. Pode acarretar conseqüências severas à qualidade de vida da poluição, afetando a saúde do individuo e conturbando intensamente as relações sociais.

Algumas pesquisas mostram que o ruído fora de controle constitui um dos agentes mais nocivos à saúde humana, causando perda da audição, zumbidos, distúrbios do labirinto, ansiedade, nervosismo, hipertensão arterial, gastrites, úlceras e impotência sexual.

Surdez ocupacional

A perda auditiva induzida por ruído ocupacional é um dos mais importantes problemas sociais dos trabalhadores brasileiro e representa hoje um dilema nacional para muitas empresas e um desafio para médicos do trabalho, otorrinolaringologistas, fonoaudiólogos, engenheiros e técnicos de segurança do trabalho.

A perda auditiva induzida por ruído ocupacional é particularmente ameaçadora, pois se desenvolve lentamente, e o individuo pode não perceber qualquer problema até que sua comunicação encontre-se bastante afetada. Ela representa um incômodo duplo, pois ao mesmo tempo em que compromete a capacidade auditiva do portador para sons ambientais, normalmente agradáveis, produz um ruído contínuo, o zumbido.

Paulo Perazzo


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Se você foi diagnosticado com perda auditiva e o especialista indicou a necessidade do uso do aparelho auditivo, não perca tempo. A prótese auditiva devolve ao paciente a capacidade de escutar os sons com clareza e levar uma vida plena e feliz. Adiar o uso do aparelho auditivo traz uma série de implicações para a saúde de modo geral.

 

Confira as razões para começar a utilizar a prótese auditiva o quanto antes.

Em primeiro lugar, você sabia que escutamos com o cérebro, e não com o ouvido? É isso mesmo! O ouvido recebe os sons, mas é o cérebro que reconhece os sons e interpreta se é uma buzina, um avião ou a voz do seu filho. Ou seja, o uso do aparelho auditivo em pessoas com perda auditiva é essencial para manter o cérebro ativo. Por isso, quanto mais tempo você demorar para começar a usar a prótese, mais difícil será para o cérebro voltar a se acostumar a ouvir os sons.

Também é importante lembrar que nos casos de perda auditiva bilateral, aquela que ocorre nos dois ouvidos, o paciente não deve adiar o uso do aparelho auditivo em um dos lados – ainda que um ouvido tenha capacidade parcial de audição. Isso porque o cérebro foi projetado para processar o som dos dois ouvidos. Portanto, quando os ouvidos trabalham em conjunto, o som fica muito mais claro e natural.

 

Grau da perda auditiva pode aumentar

Outro motivo para começar a usar o aparelho auditivo o mais rápido possível é porque o grau da perda auditiva costuma aumentar gradativamente. Existem quatro graus de perda auditiva:

  • Leve,
  • Moderado,
  • Severo, e
  • Profundo.

No grau LEVE as pessoas normalmente não identificam a perda auditiva. É natural que aumentem gradativamente a intensidade da voz e comecem a ter dificuldade para ouvir em ambientes barulhentos.

No grau MODERADO a pessoa tem dificuldade de ouvir o telefone, tem dificuldade de manter uma conversa e se apoia na leitura labial. Já no grau SEVERO a dificuldade é ainda maior. As palavras ficam abafadas e até sons como campainha não são ouvidos. Na perda PROFUNDA o paciente pode ouvir apenas sons ambientais de alta intensidade não sendo possível discriminar a fala. Ou seja, se você tiver algum tipo de perda auditiva, mas adiar o uso da prótese, são grandes as chances da sua deficiência aumentar e a reabilitação auditiva se torna mais difícil.

 

Qualidade de vida se deteriora. Aparelho auditivo é a solução!

Estudos científicos comprovam que a perda auditiva não tratada piora substancialmente a qualidade de vida do paciente. Com a dificuldade de escutar os sons com clareza e se comunicar com os amigos e familiares, a pessoa tende a se isolar socialmente. Com isso, os estímulos cerebrais ficam escassos e levam a um maior declínio cognitivo.

Pesquisas indicam que o uso de aparelho auditivo auxilia na manutenção da capacidade mental da pessoa com deficiência auditiva. A prótese auditiva também restaura a habilidade de se comunicar e permite que o paciente volte a interagir em sociedade. Por isso, idosos com perda auditiva tem maiores probabilidades de desenvolverem demência e depressão.

 

Quais os sintomas da perda auditiva?

Alguns sinais ajudam a perceber a perda auditiva. Entre eles estão pedir constantemente para as pessoas repetirem o que está falando, ouvir a televisão com o volume mais alto que os demais e ter dificuldade de se comunicar pelo telefone ou em locais barulhentos. Os sons da fala mais agudos também costumam ser de difícil compreensão para quem sofre de perda auditiva.

Dito isso, é fundamental ficar atento aos sinais de perda auditiva e procurar um especialista assim que for identificada a dificuldade de escutar. Iniciar o tratamento o quanto antes é fundamental para manter a qualidade de vida, liberdade e independência. Quanto mais precoce, menores serão os prejuízos. Deixar para depois pode ser extremamente prejudicial e causar danos irreversíveis à saúde física e mental.

 

Excelência em reabilitação auditiva

No INSTITUTO OTOVIDA o paciente tem suporte completo para o tratamento e reabilitação auditiva. São 20 anos de experiência e uma equipe qualificada de fonoaudiólogos, que participam de todas as etapas do processo. Desde a escolha do aparelho auditivo que atendem às suas necessidades auditivas até os acompanhamentos e ajustes necessários.

 


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A inflamação no ouvido quando identificada e tratada corretamente não representa risco algum, sendo somente desconfortável, já que causa dor, coceira no ouvido, diminuição da audição e, em alguns casos, liberação de uma secreção fétida pelo ouvido. Apesar de ser facilmente solucionada, a inflamação no ouvido deve ser avaliada e tratada por um médico especialista, principalmente quando a dor dura mais que dois dias, há sensação de tontura ou vertigem e a dor no ouvido é muito intensa.

Causas da inflamação no ouvido

A inflamação no ouvido pode ser bastante desconfortável, principalmente para as crianças, e, por isso, quando surgirem os primeiros sintomas de inflamação, é importante consultar o médico para que seja identificada a causa e possa ser iniciado o tratamento.

As principais causas de inflamação no ouvido são:

1. Otite externa – A otite externa é a causa mais comum de dor e inflamação no ouvido e é mais frequente em bebês e crianças que ficam muito tempo na praia ou na piscina, por exemplo. Isso porque o calor e a umidade podem favorecer a proliferação de bactérias, levando à infecção e inflamação do ouvido e resultando em sintomas como dor, coceira no ouvido e, em alguns casos, presença de secreção amarelada ou esbranquiçada. Normalmente na otite há o acometimento de apenas um ouvido, no entanto em raros casos pode haver o acometimento dos dois.

2. Otite média – A otite média corresponde à inflamação do ouvido que surge normalmente após a gripe ou crises de sinusite, sendo caracterizada pela presença de secreção no ouvido, diminuição da audição, vermelhidão e febre. Por ser resultado de uma gripe ou crise de sinusite, a otite média pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou alergias.

3. Lesão durante a limpeza do ouvido – A limpeza do ouvido com cotonete pode empurrar a cera e até mesmo romper o tímpano, o que causa dor e liberação de secreção no ouvido. É importante evitar limpar os ouvidos com cotonete e introduzir objetos estranhos nessa cavidade, pois além de infecção pode resultar em problemas graves para a saúde.

4. Presença de objetos dentro do ouvido – A presença de objetos no ouvido, como por exemplo botões, pequenos brinquedos ou alimentos, é mais comum em bebês, sendo normalmente acidental. A presença de corpos estranhos no ouvido leva à inflamação, havendo dor, coceira e liberação de secreção no ouvido. Não é recomendado tentar tirar o objeto em casa sozinho, pois isso pode empurrar ainda mais o objeto e causar complicações.

Fonte: Tua Saúde – Dr. Gonzalo Ramires


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Acompanhe a entrevista realizada com médico Otorrinolaringologista do Instituto otovida, Dr. Evandro Manoel.

“Labirintite” é um termo utilizado na prática, tanto por pacientes como por muitos médicos, para falar de qualquer problema referente ao labirinto. Na verdade, não é correto utilizar esse termo dessa forma, sendo preferível nesse caso utilizar o termo “Labirintopatia” que é o mesmo que dizer de forma genérica que há um problema no labirinto. Existem diversas formas de labirintopatias, cada uma afetando de forma diferente o labirinto e com um tratamento específico, assim como acontece com outros órgãos do corpo humano, como o coração, fígado, rins e outros.

 

Então quer dizer que o termo “Labirintite” não existe?

Existe sim. Labirintite significa que há uma inflamação (nesse caso, geralmente de origem infecciosa) do labirinto, que é apenas um dos muitos tipos de labirintopatias, e desses, a labirintite é uma das mais raras de serem encontradas.

 

Como eu sei se tenho algum tipo de labirintopatia?

Quando o paciente apresenta um problema de labirinto, o sintoma mais comum é de tontura, que geralmente faz com que o paciente apresente uma ilusão de que ele, ou as coisas em volta, estejam se movimentando, o que pode ser chamado nesses casos de vertigem. No entanto, existem labirintopatias que podem gerar tipos de tontura menos específica como sensação de “flutuação”, “cabeça vazia”, “cabeça pesada”, “mareio”, dentre outros. Além da tontura, o paciente também pode apresentar sensação de ouvido tampado ou entupido, zumbido, desequilíbrio, quedas sem perda de consciência além de náuseas, vômitos, palidez e sudorese nos casos mais intensos.

 

Então quando eu sinto tontura, zumbido ou desequilíbrio significa que tenho algum tipo de labirintopatia?

Não necessariamente. Apesar de que a maioria dos pacientes com esses sintomas apresentam algum tipo de labirintopatia, há casos que essas queixas podem significar problemas das vias de equilíbrio do sistema nervoso central (estruturas de dentro da cabeça como por exemplo o cérebro e o cerebelo) que fazem conexão com o labirinto. Além disso, há casos que esses sintomas podem significar outros tipos de problema que não tem nenhuma relação com o labirinto, como por exemplo problemas cardiovasculares, neurológicos e psicológicos.

 

Então o que eu devo fazer se tenho esses sintomas (Tontura, zumbido e/ou desequilíbrio)?

Você deve agendar uma consulta com médico especialista nesse assunto que é o otorrinolaringologista, de preferência aquele que tenha experiência e prática nesse assunto (otoneurologista). Somente o médico é capaz de entender qual a origem dos sintomas do paciente, bem como o tipo de labirintopatia que está afetando o paciente.

 

Como o médico faz para saber se tenho uma labirintopatia?

A conversa com o paciente, também chamada de anamnese, é a parte mais importante para saber se o problema é de fato uma labirintopatia e qual o seu tipo. O médico deve procurar saber sobre diversas características da queixa principal, bem como seus possíveis desencadeantes e outros sintomas que por vezes podem aparecer juntos da queixa principal.  Além disso, são importantes a história do paciente em relação a outras doenças, medicações em uso e hábitos de vida. Às vezes será necessária mais de uma consulta para que o médico recolha informações suficientes para fazer o diagnóstico.  O exame físico que se faz também na consulta, é a segunda parte mais importante para identificar a origem do problema. Os exames complementares, como veremos a seguir, também podem ser pedidos a depender da suspeita do médico, mas não são tão importantes quanto à consulta médica em si.

 

Existe algum exame que identifica se tenho labirintopatia?

Não há nenhum exame solicitado pelo médico que, sozinho, identifique a causa da tontura, zumbido ou desequilíbrio do paciente. Como já foi dito, a consulta médica é essencial para entender o problema do paciente e os demais exames vão basicamente apenas confirmar as suspeitas do médico, descartar algumas causas possíveis e avaliar a função do labirinto e do equilíbrio do paciente.

 

Quais são os exames que podem ser solicitados?

Os exames complementares que podem ajudar o médico nesses casos são muitos. Temos exames que avaliam a função do labirinto como por exemplo a vectoeletronistagmografia, a videonistagmografia, o teste do impulso cefálico por vídeo (do inglês video head impulse test), a eletrococleografia e o potencial evocado miogênico vestibular (também chamado pela sigla VEMP). Há também exames que avaliam o equilíbrio como a posturografia. Há também exames como a audiometria e a imitanciometria que irão avaliar a parte do labirinto relacionada à audição bem como exames laboratoriais a fim de avaliar possíveis alterações metabólicas que também podem levar à alteração do funcionamento do labirinto. Exames de imagem como a ressonância magnética são solicitados pontualmente em casos de suspeita de doença do sistema nervoso central ou do nervo vestibular (que é aquele que liga o labirinto ao encéfalo).

 

Quais são os principais tipos de labirintopatias?

As mais comuns são a Vertigem Paroxística Posicional Benigna (VPPB) (ocorre por um descolamento de “cristais” de dentro do labirinto), a Migrânea Vestibular (que é causada pela enxaqueca), a Doença de Ménière, a Labirintopatia Metabólica e a Neurite Vestibular (essa seria é por inflamação do nervo e não do labirinto). Porém, menos comumente podemos nos deparar com a Tontura Postural Perceptual Persistente (TPPP), a Paroxismia Vestibular, a Síndrome do desequilíbrio do idoso, a vestibulopatia bilateral, a Síndrome de terceira janela dentre outras. Ou seja, são muitos os tipos de labirintopatia e o médico deve conhecer todas essas para poder fazer o diagnóstico da tontura do paciente.

 

Quais são os tratamentos que podem ser feitos para as labirintopatias?

Dependendo do diagnóstico feito pelo médico, o tratamento pode variar muito. Existem labirintopatias como a migrânea vestibular e a Doença de Ménière que comumente necessitam de medicações. Há labirintopatias como a VPPB que, por outro lado, não necessitam de medicações para sua cura, e sim de manobras de posicionamento para “recolocar os cristais” no lugar certo dentro do labirinto. A labirintopatia metabólica é corrigida na maioria das vezes apenas com medidas de orientação na dieta. Há também algumas outras como a TPPP e a vestibulopatia bilateral que necessitarão de reabilitação vestibular, que são exercícios orientados para melhorar a sensação de tontura e desequilíbrio.


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O número de pacientes com zumbido vem crescendo a cada dia – dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que o problema afeta 280 milhões de pessoas, de várias idades, em todo o mundo. A divulgação de informações, assim como dicas sobre o assunto é de grande importância e tem como principal objetivo, além do esclarecimento correto sobre os sintomas – lembrar as pessoas dos cuidado com a audição – levando, inclusive ao diagnóstico e tratamento precoce.

Conversamos com o Médico Otorrinolaringologista do Instituto Otovida, Dr Evandro Maccarini Manoel. que nos respondeu as dúvidas mais frequentes sobre o ZUMBIDO:

 

O QUE É ZUMBIDO?

O zumbido pode ser definido como uma percepção sonora na ausência de estímulo acústico externo. Em outras palavras é um som que é percebido, na maioria das vezes, apenas pela própria pessoa e que parece vir de uma das orelhas, de ambas as orelhas, ou simplesmente de “dentro da cabeça”. O zumbido pode ser de vários tipos. Geralmente se parece com um som contínuo, semelhante a um apito, um grilo, uma cigarra, a um chiaço, um motor, dentre outras definições. Porém, menos comumente, pode se parecer com algo pulsátil, como o bater do coração ou o bater de asas de um inseto, por exemplo. Além disso, uma mesma pessoa pode ter zumbidos diferentes, que podem ser percebidos no mesmo local ou em locais diferentes.

 

ZUMBIDO É UMA DOENÇA?

Não. O zumbido é um sintoma que é comum a várias doenças ou alterações, e por isso sempre merece uma investigação de sua causa pelo seu médico.

 

O QUE PROVOCA ZUMBIDO?

O zumbido pode ter várias causas. Acredita-se que a grande maioria dos casos de zumbido contínuos estejam relacionados à perda auditiva (mesmo que muito leve) ou a uma hipersensibilidade auditiva. Aliás, muitas vezes o zumbido é o primeiro sinal que o paciente percebe de uma perda auditiva inicial, antes mesmo de perceber a sensação de não estar ouvindo bem. No entanto, o zumbido pode ter outras causas como alterações metabólicas, psicológicas, neurológicas e musculares, como nos distúrbios de articulação temporo-mandibular. Causas mais graves, como por exemplo tumores, felizmente são raras, mas podem eventualmente ter como primeiro sintoma o zumbido. Zumbidos considerados “pulsáteis” geralmente tem como causas alterações vasculares (de veias ou artérias) ou musculares. E para deixar a situação um pouco mais difícil para o médico, não raramente o paciente com zumbido pode ter mais de uma causa para o seu sintoma.

 

SE UMA PESSOA DESCONFIA QUE SOFRE DE ZUMBIDO, O QUE ELA DEVE FAZER?

Justamente por tantas possibilidades de causas para um zumbido, é fundamental que o paciente com esse sintoma procure um médico especialista, no caso um otorrinolaringologista, de preferência com experiência na área de otoneurologia, para fazer uma investigação diagnóstica e, se necessário, o tratamento adequado.

 

ZUMBIDO TEM CURA?

Depende. Alguns tipos de zumbido têm cura. Alguns, inclusive, melhoram às vezes sem que o médico precise fazer alguma coisa. Por outro lado, infelizmente muitos tipos de zumbido a cura – ou seja, a resolução completa do zumbido – ainda não é conhecida pelos médicos. Mas isso não significa de forma alguma que “não há nada o que ser feito” ou que o paciente terá que simplesmente “se acostumar com isso para o resto de sua vida” que são frases ainda muito ouvidas em consultórios médicos. Todos os zumbidos, mesmo esses em que a cura completa não é conhecida, podem ter algum tipo de tratamento, que nesses casos teria como objetivo ao menos amenizar e/ou diminuir a percepção do paciente do zumbido.

 

EXISTE ALGUM EXAME QUE PODE DETECTAR O ZUMBIDO?

O zumbido na maioria das vezes é algo extremamente subjetivo e que é percebido apenas pelo próprio paciente. Então até hoje não é conhecido nenhuma maneira de “medir” o zumbido de forma objetiva. No entanto, o zumbido pode ser avaliado com a cooperação do paciente com um exame chamado acufenometria. Nesse exame é possível saber o lado do zumbido, “medir” a intensidade e a frequência sonora em que ocorre o zumbido, bem como verificar o limiar de desconforto do paciente para sons, verificar a intensidade de som necessária para mascarar o zumbido (ou seja, fazer com que não seja perceptível ao paciente) e também verificar a presença de inibição residual, ou seja, ver se o zumbido muda de característica após a colocação de um outro tipo de som no ouvido. Essas características avaliadas podem auxiliar seu médico e fonoaudióloga em alguns métodos de tratamento além de que ajudam o paciente a entender o seu próprio problema.

 

EM QUE FAIXA ETÁRIA O ZUMBIDO OCORRE COM MAIS FREQUÊNCIA?

O zumbido ocorre mais frequentemente nos idosos, mas pode ocorrer em qualquer faixa etária, incluindo crianças.

 

O QUE PODE AGRAVAR O ZUMBIDO?

O zumbido do tipo contínuo, que é o mais comum, pode ser agravado por diversos fatores. Dentre os mais comuns podemos citar os fatores metabólicos como por exemplo alterações da glicose no sangue e alterações hormonais. Alguns alimentos com açúcar e/ou cafeína e períodos de jejum prolongado são outros exemplos. Alterações musculares como contraturas na região da musculatura cervical ou problemas na articulação temporo-mandibular podem tanto gerar como agravar um zumbido. Um outro fator extremamente comum de piora é o estresse, ansiedade excessiva e insônia.

Na próxima semana daremos continuidade, qui no nosso BLOG, sobre as principais dúvidas sobre o ZUMBIDO – #PARTE2 na entrevista realizada com a médica Otorrinolaringologista do Instituto Otovida, Dra Cristiane Popoaski.

 


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