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Acompanhe a entrevista realizada com médico Otorrinolaringologista do Instituto otovida, Dr. Evandro Manoel.

“Labirintite” é um termo utilizado na prática, tanto por pacientes como por muitos médicos, para falar de qualquer problema referente ao labirinto. Na verdade, não é correto utilizar esse termo dessa forma, sendo preferível nesse caso utilizar o termo “Labirintopatia” que é o mesmo que dizer de forma genérica que há um problema no labirinto. Existem diversas formas de labirintopatias, cada uma afetando de forma diferente o labirinto e com um tratamento específico, assim como acontece com outros órgãos do corpo humano, como o coração, fígado, rins e outros.

 

Então quer dizer que o termo “Labirintite” não existe?

Existe sim. Labirintite significa que há uma inflamação (nesse caso, geralmente de origem infecciosa) do labirinto, que é apenas um dos muitos tipos de labirintopatias, e desses, a labirintite é uma das mais raras de serem encontradas.

 

Como eu sei se tenho algum tipo de labirintopatia?

Quando o paciente apresenta um problema de labirinto, o sintoma mais comum é de tontura, que geralmente faz com que o paciente apresente uma ilusão de que ele, ou as coisas em volta, estejam se movimentando, o que pode ser chamado nesses casos de vertigem. No entanto, existem labirintopatias que podem gerar tipos de tontura menos específica como sensação de “flutuação”, “cabeça vazia”, “cabeça pesada”, “mareio”, dentre outros. Além da tontura, o paciente também pode apresentar sensação de ouvido tampado ou entupido, zumbido, desequilíbrio, quedas sem perda de consciência além de náuseas, vômitos, palidez e sudorese nos casos mais intensos.

 

Então quando eu sinto tontura, zumbido ou desequilíbrio significa que tenho algum tipo de labirintopatia?

Não necessariamente. Apesar de que a maioria dos pacientes com esses sintomas apresentam algum tipo de labirintopatia, há casos que essas queixas podem significar problemas das vias de equilíbrio do sistema nervoso central (estruturas de dentro da cabeça como por exemplo o cérebro e o cerebelo) que fazem conexão com o labirinto. Além disso, há casos que esses sintomas podem significar outros tipos de problema que não tem nenhuma relação com o labirinto, como por exemplo problemas cardiovasculares, neurológicos e psicológicos.

 

Então o que eu devo fazer se tenho esses sintomas (Tontura, zumbido e/ou desequilíbrio)?

Você deve agendar uma consulta com médico especialista nesse assunto que é o otorrinolaringologista, de preferência aquele que tenha experiência e prática nesse assunto (otoneurologista). Somente o médico é capaz de entender qual a origem dos sintomas do paciente, bem como o tipo de labirintopatia que está afetando o paciente.

 

Como o médico faz para saber se tenho uma labirintopatia?

A conversa com o paciente, também chamada de anamnese, é a parte mais importante para saber se o problema é de fato uma labirintopatia e qual o seu tipo. O médico deve procurar saber sobre diversas características da queixa principal, bem como seus possíveis desencadeantes e outros sintomas que por vezes podem aparecer juntos da queixa principal.  Além disso, são importantes a história do paciente em relação a outras doenças, medicações em uso e hábitos de vida. Às vezes será necessária mais de uma consulta para que o médico recolha informações suficientes para fazer o diagnóstico.  O exame físico que se faz também na consulta, é a segunda parte mais importante para identificar a origem do problema. Os exames complementares, como veremos a seguir, também podem ser pedidos a depender da suspeita do médico, mas não são tão importantes quanto à consulta médica em si.

 

Existe algum exame que identifica se tenho labirintopatia?

Não há nenhum exame solicitado pelo médico que, sozinho, identifique a causa da tontura, zumbido ou desequilíbrio do paciente. Como já foi dito, a consulta médica é essencial para entender o problema do paciente e os demais exames vão basicamente apenas confirmar as suspeitas do médico, descartar algumas causas possíveis e avaliar a função do labirinto e do equilíbrio do paciente.

 

Quais são os exames que podem ser solicitados?

Os exames complementares que podem ajudar o médico nesses casos são muitos. Temos exames que avaliam a função do labirinto como por exemplo a vectoeletronistagmografia, a videonistagmografia, o teste do impulso cefálico por vídeo (do inglês video head impulse test), a eletrococleografia e o potencial evocado miogênico vestibular (também chamado pela sigla VEMP). Há também exames que avaliam o equilíbrio como a posturografia. Há também exames como a audiometria e a imitanciometria que irão avaliar a parte do labirinto relacionada à audição bem como exames laboratoriais a fim de avaliar possíveis alterações metabólicas que também podem levar à alteração do funcionamento do labirinto. Exames de imagem como a ressonância magnética são solicitados pontualmente em casos de suspeita de doença do sistema nervoso central ou do nervo vestibular (que é aquele que liga o labirinto ao encéfalo).

 

Quais são os principais tipos de labirintopatias?

As mais comuns são a Vertigem Paroxística Posicional Benigna (VPPB) (ocorre por um descolamento de “cristais” de dentro do labirinto), a Migrânea Vestibular (que é causada pela enxaqueca), a Doença de Ménière, a Labirintopatia Metabólica e a Neurite Vestibular (essa seria é por inflamação do nervo e não do labirinto). Porém, menos comumente podemos nos deparar com a Tontura Postural Perceptual Persistente (TPPP), a Paroxismia Vestibular, a Síndrome do desequilíbrio do idoso, a vestibulopatia bilateral, a Síndrome de terceira janela dentre outras. Ou seja, são muitos os tipos de labirintopatia e o médico deve conhecer todas essas para poder fazer o diagnóstico da tontura do paciente.

 

Quais são os tratamentos que podem ser feitos para as labirintopatias?

Dependendo do diagnóstico feito pelo médico, o tratamento pode variar muito. Existem labirintopatias como a migrânea vestibular e a Doença de Ménière que comumente necessitam de medicações. Há labirintopatias como a VPPB que, por outro lado, não necessitam de medicações para sua cura, e sim de manobras de posicionamento para “recolocar os cristais” no lugar certo dentro do labirinto. A labirintopatia metabólica é corrigida na maioria das vezes apenas com medidas de orientação na dieta. Há também algumas outras como a TPPP e a vestibulopatia bilateral que necessitarão de reabilitação vestibular, que são exercícios orientados para melhorar a sensação de tontura e desequilíbrio.


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O número de pacientes com zumbido vem crescendo a cada dia – dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que o problema afeta 280 milhões de pessoas, de várias idades, em todo o mundo. A divulgação de informações, assim como dicas sobre o assunto é de grande importância e tem como principal objetivo, além do esclarecimento correto sobre os sintomas – lembrar as pessoas dos cuidado com a audição – levando, inclusive ao diagnóstico e tratamento precoce.

Conversamos com o Médico Otorrinolaringologista do Instituto Otovida, Dr Evandro Maccarini Manoel. que nos respondeu as dúvidas mais frequentes sobre o ZUMBIDO:

 

O QUE É ZUMBIDO?

O zumbido pode ser definido como uma percepção sonora na ausência de estímulo acústico externo. Em outras palavras é um som que é percebido, na maioria das vezes, apenas pela própria pessoa e que parece vir de uma das orelhas, de ambas as orelhas, ou simplesmente de “dentro da cabeça”. O zumbido pode ser de vários tipos. Geralmente se parece com um som contínuo, semelhante a um apito, um grilo, uma cigarra, a um chiaço, um motor, dentre outras definições. Porém, menos comumente, pode se parecer com algo pulsátil, como o bater do coração ou o bater de asas de um inseto, por exemplo. Além disso, uma mesma pessoa pode ter zumbidos diferentes, que podem ser percebidos no mesmo local ou em locais diferentes.

 

ZUMBIDO É UMA DOENÇA?

Não. O zumbido é um sintoma que é comum a várias doenças ou alterações, e por isso sempre merece uma investigação de sua causa pelo seu médico.

 

O QUE PROVOCA ZUMBIDO?

O zumbido pode ter várias causas. Acredita-se que a grande maioria dos casos de zumbido contínuos estejam relacionados à perda auditiva (mesmo que muito leve) ou a uma hipersensibilidade auditiva. Aliás, muitas vezes o zumbido é o primeiro sinal que o paciente percebe de uma perda auditiva inicial, antes mesmo de perceber a sensação de não estar ouvindo bem. No entanto, o zumbido pode ter outras causas como alterações metabólicas, psicológicas, neurológicas e musculares, como nos distúrbios de articulação temporo-mandibular. Causas mais graves, como por exemplo tumores, felizmente são raras, mas podem eventualmente ter como primeiro sintoma o zumbido. Zumbidos considerados “pulsáteis” geralmente tem como causas alterações vasculares (de veias ou artérias) ou musculares. E para deixar a situação um pouco mais difícil para o médico, não raramente o paciente com zumbido pode ter mais de uma causa para o seu sintoma.

 

SE UMA PESSOA DESCONFIA QUE SOFRE DE ZUMBIDO, O QUE ELA DEVE FAZER?

Justamente por tantas possibilidades de causas para um zumbido, é fundamental que o paciente com esse sintoma procure um médico especialista, no caso um otorrinolaringologista, de preferência com experiência na área de otoneurologia, para fazer uma investigação diagnóstica e, se necessário, o tratamento adequado.

 

ZUMBIDO TEM CURA?

Depende. Alguns tipos de zumbido têm cura. Alguns, inclusive, melhoram às vezes sem que o médico precise fazer alguma coisa. Por outro lado, infelizmente muitos tipos de zumbido a cura – ou seja, a resolução completa do zumbido – ainda não é conhecida pelos médicos. Mas isso não significa de forma alguma que “não há nada o que ser feito” ou que o paciente terá que simplesmente “se acostumar com isso para o resto de sua vida” que são frases ainda muito ouvidas em consultórios médicos. Todos os zumbidos, mesmo esses em que a cura completa não é conhecida, podem ter algum tipo de tratamento, que nesses casos teria como objetivo ao menos amenizar e/ou diminuir a percepção do paciente do zumbido.

 

EXISTE ALGUM EXAME QUE PODE DETECTAR O ZUMBIDO?

O zumbido na maioria das vezes é algo extremamente subjetivo e que é percebido apenas pelo próprio paciente. Então até hoje não é conhecido nenhuma maneira de “medir” o zumbido de forma objetiva. No entanto, o zumbido pode ser avaliado com a cooperação do paciente com um exame chamado acufenometria. Nesse exame é possível saber o lado do zumbido, “medir” a intensidade e a frequência sonora em que ocorre o zumbido, bem como verificar o limiar de desconforto do paciente para sons, verificar a intensidade de som necessária para mascarar o zumbido (ou seja, fazer com que não seja perceptível ao paciente) e também verificar a presença de inibição residual, ou seja, ver se o zumbido muda de característica após a colocação de um outro tipo de som no ouvido. Essas características avaliadas podem auxiliar seu médico e fonoaudióloga em alguns métodos de tratamento além de que ajudam o paciente a entender o seu próprio problema.

 

EM QUE FAIXA ETÁRIA O ZUMBIDO OCORRE COM MAIS FREQUÊNCIA?

O zumbido ocorre mais frequentemente nos idosos, mas pode ocorrer em qualquer faixa etária, incluindo crianças.

 

O QUE PODE AGRAVAR O ZUMBIDO?

O zumbido do tipo contínuo, que é o mais comum, pode ser agravado por diversos fatores. Dentre os mais comuns podemos citar os fatores metabólicos como por exemplo alterações da glicose no sangue e alterações hormonais. Alguns alimentos com açúcar e/ou cafeína e períodos de jejum prolongado são outros exemplos. Alterações musculares como contraturas na região da musculatura cervical ou problemas na articulação temporo-mandibular podem tanto gerar como agravar um zumbido. Um outro fator extremamente comum de piora é o estresse, ansiedade excessiva e insônia.

Na próxima semana daremos continuidade, qui no nosso BLOG, sobre as principais dúvidas sobre o ZUMBIDO – #PARTE2 na entrevista realizada com a médica Otorrinolaringologista do Instituto Otovida, Dra Cristiane Popoaski.

 


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